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terça-feira, 21 de julho de 2015

O nosso meatless dinner #25 - uma mistura de ideia para jantar delicioso com um grande falhanço.


Este post vai com um atraso enoooorme! Mas ontem não deu mesmo para escrever. Decorrem os dias de praia da escola da L., o que quer dizer que ela tem de estar 1h mais cedo que o habitual na escola, o que quer dizer que temos de acordar 1h mais cedo que o habitual. Não me deito uma hora mais cedo, mas uma semana de praia já faz mossa nos sonos da mãe e o cansaço começa-se a sentir.

Também porque este post tem muito que se lhe diga, a começar pelas alcachofras! Já tinha comido de forma despercebida, mas recentemente comi isoladamente e gostei. Tal não é o meu espanto quando vejo umas belas alcachofras na montra da frutaria do prédio. Pois que não é tarde, nem é cedo, e uma delas veio morar cá para casa. 

Ontem, enquanto pensava no jantar para fazer, lembrei-me de como gosto de um tabuleiro cheio de legumes assados. Lembrei-me das alcachofras e achei que era perfeito: uma pasta (não fôssemos todos loucos por pasta) com um mix de legumes assados. 

Virei-me para o Tio Google e perguntei como devia tratar a alcachofra. Ao fim de 2 ou 3 vídeos concluí que me tinha enfiado numa grande alhada e que não ia conseguir nada do que tinha imaginado.


A senhora prometeu que ensinaria a domar o medo da alcachofra, mas o que aconteceu é que me deixou com mais medo ainda! Preparei tudo como a senhora disse no vídeo e coloquei no forno.


Noutro tabuleiro dispus:

1 pimento verde aos cubinhos
1 fatia de abóbora aos cubinhos
100gr de cogumelos brancos cortados em quartos
200gr de tomates cereja em metade
1 cebola em meias luas


Temperei com sal, alho em pó, azeite e sumo de limão, envolvi e levei ao forno.


O que gosto nestes pratos, é que enquanto cozinha, posso ir dar banho às miúdas e despachar uma data de coisas. Ao fim de 20-30 minutos, tinha uma mistura aromática e deliciosa a sair do forno, à qual só juntei massa penne cozida.



Quanto à alcachofra, acho que assou demais. Consegui tirar as "folhas", mas não consegui recolher o coração. 


Ainda suguei umas quantas folhas daquelas, mas a trabalheira que tive a arranjar, e ainda aquela que estava a ter para a comer, não me estava a satisfazer. Fiquei desiludida e foi tudo parar ao lixo da frustração. 

Por isso, se houver alguém que seja perito a arranjar e cozinhar alcachofra, sou toda ouvidas!!! Quanto aos corações em conserva, já ouvi falar e vou já procurar :)

quarta-feira, 8 de julho de 2015

One-pot Pastrícia - a aprovação


Depois do post desta manhã, não era difícil adivinhar o jantar de hoje. A L. ficou histérica quando falei em "massinha, cogumelos e brócolos". 

Como já tinha explicado há uns dias atrás, esta receita é super prática. Só suja um tacho (ou uma panela, como quiserem) e nem precisa de muita dedicação, mas sempre de muito amor. Uma mexidela aqui, outra acolá e já está.

Um tacho.


250gr de espirais tricolor.


1 cebola média laminada em meia-luas e 2 dentes de alho laminados


1 curgete pequena aos pedaços.


100-150gr de cogumelos.


1 chávena de ervilhas congeladas.


1 cabeça pequena de brócolos cortada aos raminhos pequenos.


Temperei com uma pontinha de sal, tomilho seco e folhas frescas de manjericão do meu "quintal" (xiii que um parapeito de janela já é um quintal). Foi ao fogão, deixei levantar fervura e cozer até a massa estar no ponto.


Para quem quiser, nos últimos minutos de cozedura, pode-se juntar um pouco de natas (do tipo que mais gostar), para um molho mais cremoso. Ou simplesmente regar com um fio de azeite, como eu fiz.





Todos provaram e gostaram, até houve quem repetisse (tipo eu e a L.). Pratos rapados e papos inchados, uma receita que recomendo vivamente. 

Obrigada à Patrícia pelo desafio! Como terá saído a Pastrícia dela?

One-pot Pastrícia - o desafio


Fui abordada na página de facebook pela Patrícia, a autora do Crónicas da Maternidade. Já sigo o blog há uns tempos (memória para estas coisas não abona por aqui) e fiquei surpresa com o contacto. Não esperava mesmo. 

A Patrícia confessou-me que estava encantada com a one-pot pasta e que já tinha experimentado e aprovado.



Mas ela queria fazer uma coisa diferente e inovadora, neste universo que é a blogosfera. Cozinharmos uma one-pot pasta, "juntas" neste espaço que não tem distâncias, mas cada uma em sua casa, a 300 kms uma da outra.

Adorei a ideia e soltei o "vamos a isso". Em primeiro lugar a receita. Como se todos os deuses se tivessem reunido lá no lugar celestial deles, cai-me me no regaço esta receita.



Tinha a massinha curta que a Patrícia me pediu para a Clara agarrar, os cogumelos que a L. cá em casa adora e os brócolos que concluímos serem os preferidos das três pequenas que estes dois blogs reúnem. Adicionei ervilhas, para completar o prato com proteína vegetal.

Dei a lista de ingredientes à Patrícia, combinamos um dia e olhem... vai ser mesmo hoje! 

One-pot Pastrícia [desde os 12 meses]
(para 3-4 porções)

250gr de massa espiral/fusili tricolor
1 cebola média laminada em meia-luas
2 dentes de alho laminados
1 curgete pequena cortada aos pedaços
100-150gr de cogumelos
1 chávena (bem cheia) de ervilhas congeladas
1 cabeça pequena de brócolos cortados aos pedacinhos
0,5-0,75l de água ou caldo de legumes
sal e ervas aromáticas a gosto (usarei manjericão da nossa mini-horta)

You know the drill, tudo para dentro da panela, lume com ela e já está.

Agora terão de esperar pelo jantar, para saber como nos saíram as Pastrícias e a aprovação das famílias.



terça-feira, 7 de julho de 2015

O nosso meatless dinner #23


E hoje lá me lancei a confeccionar a quinoa com legumes assados e grelhados que a Joana do Na Cozinha de uma Universitária. A verdade é que, para quem não gosta daquele sabor característico da quinoa como eu, esta mistura tem um equilíbrio perfeito que transforma a quinoa num dos alimentos mais amados, dito por mim, que nunca gramei a quinoa a solo

Comecei por preparar os tomatinhos, que temperei com sal, azeite e uma folhinhas do nosso manjericão que continua "fresco e fofo"



Forno com eles, a 160º, enquanto preparava o resto das coisas. 

Pus a quinoa a cozer e comecei a arranjar o resto dos legumes. Para os espargos usei a velha técnica do Jamie Oliver de pegar nas pontas dos espargos e deixa-lo partir naturalmente no ponto em que deixa de ser tenro para ser duro.


Passei aos cogumelos que cortei grosseiramente.


Juntei os espargos e os cogumelos numa taça, temperei de sal e azeite e envolvi gentilmente.

E quando coloquei a grelha no fogão e comecei a sentir a aquecer, comecei a sentir uma saudade enorme de comer cebola grelhada... nunca comeram? Experimentem e depois conversamos. Por isso, resolvi adicionar esse ingrediente, que não estava na receita original, mas que tinha tudo para dar certo.



Ponham cebolas grelhadas na minha comida e serei vossa amiga para sempre! :D

Assim que as cebolas começaram a caramelizar, juntei os cogumelos.


E depois os espargos.


Entretanto os tomatinhos ficaram prontos e cortei a cebola e os cogumelos, para juntar.


Por fim, a quinoa e os espargos. Misturei tudo e servi.



A L. caçou os cogumelos e os espargos todos. Pediu-me mais, ao que respondi, que estava tudo misturado não conseguia tirar só cogumelos e espargos. Ela lá me explicou como se "procurava" e exemplificou no seu parto, que eu já tinha percebido bem que ela sabia fazer com primor.


A T. gostou de explorar...


Mexeu aqui, roeu ali, mas sem grande apetite. 


Não desgostou, porque não cuspiu, simplesmente hoje não estava para aí virada. (temos dias assim, também)

Vou repetir, sem dúvida!! Agora vou ali comer um pedaço que sobrou.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Tropical Overnight Oats [desde os 12 meses]


Vem aí mais calor, outras vez... sou a única a sentir que as últimas semanas têm sido confusas meteorologicamente? Adiante. Dias quentes pedem pequeno-almoços fresquinhos. Já vos tinha apresentado a minha versão de overnight oats aqui (e até mostro passo-a-passo). Desde então tenho feito regularmente, seguindo a mesma linha e usando normalmente cerejas ou morangos (estamos na época deles!).

Ontem resolvi inovar e fazer umas overnight oats com um gostinho tropical, que me levasse àquelas memórias de férias e praia... boa ideia, não? Peguei na minha clássica combinação de manga e côco, que já resultou nuns queques deliciosos (e num semifrio não tão bom) e criei estas pequenas maravilhas, que tornaram a nossa manhã bem mais fresquinha.


Tropical Overnight Oats [desde os 12 meses]
(para 1 porção)



25-30gr (3 colheres de sopa) de flocos de aveia demolhados bem escorridos (preferencialmente demolhados por cerca de 2h)
5gr (1 colher de sobremesa) de côco ralado
5gr (1 colher de sobremesa) de sementes de papoila
1 iogurte natural (pode-se usar grego, ou iogurte vegetal)
1/4-1/3 de manga aos cubos
10gr (1 colher de sobremesa bem cheia) de noz triturada


Sugestão: antes de jantar colocar os flocos de aveia a demolhar em água. Depois de jantar, os flocos estarão prontos para usar.

Num frasco, ou num recipiente hermético, começar por dispor uma colherada de iogurte que cubra o fundo. Colocar os flocos de aveia, o côco, as sementes de papoila e alguns cubos de manga. Cobrir com o restante iogurte, juntar o resto da manga e polvilhar com a noz triturada. Levar ao frigorífico de um dia para o outro.



Estava um pouco céptica, depois da má experiência com o semi-frio. Já começava a perder a fé nesta combinação que sempre me deixou tão bem. Mas foram precisas estas overnight oats, para me fazer acreditar novamente. As miúdas adoraram! A T. nem me deixava ajudar, com medo que lhe roubasse um bocado. A L. só dizia que estava "muito docinho" e "ledicioso" 




Não consegui fotos da L., porque não ela não é propriamente uma morning person, e hoje estava em dia não. Mas garanto-vos que o frasquinho dela ficou vazio e ela ficou mais bem disposta depois de o comer ;)

terça-feira, 30 de junho de 2015

O nosso meatless dinner #22


Foi hoje, foi hoje que fiz um One-Pot Pasta! Já não me lembro quando vi esta ideia pela primeira vez, mas lembro-me que não me fascinou nem um bocadinho. Nada me fazia acreditar que uma panela de água com tudo lá dentro enfiado, daria uma massa de bradar aos céus, como tentavam vender. Mas, devagarinho, lá foram aparecendo cada vez mais imagens e vídeos, e gradualmente foi-se entranhando nas profundezas da minha mente.

Hoje, enquanto pensava o que fazer para o jantar, e já decidida a fazer uma casserole, como a que fiz há umas semanas atrás, resolvi procurar por one-pot pasta. O que me convenceu definitivamente a experimentar foi o vídeo da Martha Stewart. Não sou exactamente fã, mas por norma, se procuro ideias, sugestões, soluções, se a Martha Stewart tiver, é essa que uso. Eeeeeee por norma ela tem, tem sempre, tem tudo, ela é a Deusa do Lar (escândalos financeiros à parte).

Ideia absorvida, era tempo de pegar no que gostamos, no que tinha cá em casa e mãos à obra.

One-pot Pasta 
[para 3-4 porções]

Uma panela. Escolham uma em que caiba a massa inteira, caso optem por esparguete, ou linguini, ou similar.


250gr de massa. Eu optei por linguini, e escolhi um que demorasse a cozer, para que os ingredientes estivessem o máximo de tempo a misturar sabores.


Uma cebola média, ou duas pequenas, mais dois dentes de alhos, tudo cortado em meias luas.


250-300gr de tomate. Usei tomate chucha mini, à falta do tomate coração que tanto gosto da frutaria aqui do prédio.


100-150gr de cogumelos. Usei marron que foram os que a L. escolheu no supermercado.


Meia cabeça de brócolos. Cortei os raminhos bem pequeninos, para cozerem no mesmo tempo que a massa, e guardei os talos para uma sopa.


Temperar. Temperei com um pouco de sal, e muitas folhas de manjericão e cebolinho da nossa mini-horta.


Juntar 1 litro de água (ou ajustar a quantidade de água à quantidade de ingredientes), levar ao fogo e deixar cozer com o calor no máximo, até a massa estar no ponto (a minha demorou 10 minutos desde que começou a ferver).


Vai-se envolvendo para que os ingredientes se misturem e não peguem ao fundo no final da cozedura, quando já quase não houver água.


O aroma prometia, as cores abriram o apetite e eu comi duas pratadas destas!

E elas?




Aprovaram claro! 


Quem diria, que uma massa feita da forma mais saudável possível, seria tão saborosa?