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terça-feira, 14 de julho de 2015

O nosso meatless dinner #24


Meio dia atrasada e ainda por cima com uma receita repetida. Isto não se faz! Perdão caros leitores, tenho desculpa. Estivemos fora nos últimos dias, chegámos no domingo à noite. Para ajudar começaram os dias de praia da escola da L. e digamos que esta segunda-feira foi um pouco caótica e sem grande tempo para nada. 

Chegada a hora de preparar o jantar, olhei para as miúdas completamente derreadas e concluí que ontem era um daqueles dias que pediam um jantar reconfortante, mas leve, pois suspeitava que as duas pequenas iriam aterrar na cama poucos minutos depois. Fiz uma sopa bem reforçada e voltei a fazer guiozas, que já tinha feito para um meatless dinner há umas semanas atrás

Desta vez usei só farinha normal, pois senti que na última vez a farinha integral não deixava que a massa ficasse bem fininha. A verdade é que resultou muito melhor! A massa fico bem elástica e consegui estende-la muito finhinha. Para o recheio usei vários legumes e a minha mais recente descoberta: feijão azuki

O feijão azuki é uma leguminosa mais leve que outros feijões ou grão. Coze muito mais rapidamente (30 minutos na panela de pressão) e pode ser demolhado em poucos minutos, sendo a recomendação de demolhar 10-12h. 

E antes que me perguntem onde se compra!! Há nos hipermercados com secção de produtos biológicos ou dietéticos. É um alimento bastante comum na alimentação vegetariana/vegan.

Para a massa das guiozas

3 chávenas de farinha sem fermento
1 pitada de sal
1 chávena de água morna (juntei um fio de azeite à água)

Misturar os ingredientes à mão ou no robot de cozinha e deixar a massa repousar por 30 minutos.



Entretanto tinha o feijão a cozer e fui preparar o salteado de legumes para rechear a guioza. Fui cortando e colocando, consoante a inspiração. Não tinha um plano, fui deixando-me levar pelo que me aparecia no frigorífico.

Numa frigideira, com um fio de azeite no fundo, acrescentei...

... 3 chalotas pequenas (em vez de cebola). De vez em quando gosto de usar, acho que dá um aroma mais adocicado que a cebola normal. Cortei aos palitos fininhos.


Um alho francês pequenino cortado aos palitos.


Meio pimento vermelho cortado aos cubinhos.


Uma cenoura ralada.


Um tomate cortado aos palitos.


3 folhas de couve coração cortadas em juliana.


Por fim, uma chávena de feijão azuki cozido e escorrido.


Quando atingi uma mistura bem colorida e bonita como esta...


... temperei com molho de soja (uso um de baixo sal) e comecei a preparar tudo para moldar as guiozas. Pedi ajuda à minha companheira de cozinha, que simpaticamente (e "faladoramente"), me foi cortando as rodinhas de massa.



Para verem como se moldam as guiozas, podem ver ou rever o vídeo que publiquei no outro post sobre guiozas. Mas em bem verdade, isto é um bocadinho à vontade do freguês, ou melhor, como der mais jeito. Desde que fiquem bem fechadinhas, é o que interessa.

Num tacho grande (e raso), colocar um fio de azeite no fundo, deixar aquecer ligeiramente e colocar as guiozas a alourar. Convém que fiquem todas em contacto com o fundo do tacho, para criarem crosta.



Colocar uma chávena de água, deixar cozer com o tacho tapado até a água desaparecer, ou por mais ou menos 15 minutos.

Depois é só servir. Para elas sirvo simples, para nós com uma tacinho de molho de soja para molhar. Estas ficaram deliciosas, com a massa bem fina como se quer e um recheio cheio de sabor e coisas boas.






Não podia ter escolhido melhor jantar para ontem. As guiozas desapareceram em menos de nada, as duas miúdas ficaram consoladas e adormeceram pouco depois (tal como eu previa).



E eu estava igualmente tão cansada, que nem consegui escrever este post como deveria!

terça-feira, 7 de julho de 2015

O nosso meatless dinner #23


E hoje lá me lancei a confeccionar a quinoa com legumes assados e grelhados que a Joana do Na Cozinha de uma Universitária. A verdade é que, para quem não gosta daquele sabor característico da quinoa como eu, esta mistura tem um equilíbrio perfeito que transforma a quinoa num dos alimentos mais amados, dito por mim, que nunca gramei a quinoa a solo

Comecei por preparar os tomatinhos, que temperei com sal, azeite e uma folhinhas do nosso manjericão que continua "fresco e fofo"



Forno com eles, a 160º, enquanto preparava o resto das coisas. 

Pus a quinoa a cozer e comecei a arranjar o resto dos legumes. Para os espargos usei a velha técnica do Jamie Oliver de pegar nas pontas dos espargos e deixa-lo partir naturalmente no ponto em que deixa de ser tenro para ser duro.


Passei aos cogumelos que cortei grosseiramente.


Juntei os espargos e os cogumelos numa taça, temperei de sal e azeite e envolvi gentilmente.

E quando coloquei a grelha no fogão e comecei a sentir a aquecer, comecei a sentir uma saudade enorme de comer cebola grelhada... nunca comeram? Experimentem e depois conversamos. Por isso, resolvi adicionar esse ingrediente, que não estava na receita original, mas que tinha tudo para dar certo.



Ponham cebolas grelhadas na minha comida e serei vossa amiga para sempre! :D

Assim que as cebolas começaram a caramelizar, juntei os cogumelos.


E depois os espargos.


Entretanto os tomatinhos ficaram prontos e cortei a cebola e os cogumelos, para juntar.


Por fim, a quinoa e os espargos. Misturei tudo e servi.



A L. caçou os cogumelos e os espargos todos. Pediu-me mais, ao que respondi, que estava tudo misturado não conseguia tirar só cogumelos e espargos. Ela lá me explicou como se "procurava" e exemplificou no seu parto, que eu já tinha percebido bem que ela sabia fazer com primor.


A T. gostou de explorar...


Mexeu aqui, roeu ali, mas sem grande apetite. 


Não desgostou, porque não cuspiu, simplesmente hoje não estava para aí virada. (temos dias assim, também)

Vou repetir, sem dúvida!! Agora vou ali comer um pedaço que sobrou.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Segunda Sem Carne, mas com... #06


Acho que desde que tive a ideia de convidar outros bloggers para sugerirem receitas para as Segundas Sem Carne, que penso em convidar a Joana para uma receitinha. Mas fui sempre adiando... e não sei bem porquê... a premissa desta jovem universitária é a mesma que eu, mãe de duas (e universitária em tempos... jovem continuo a ser): pouco tempo disponível e preocupação por alimentação saudável.

Desde que comecei a mudar algumas coisas cá em casa, no sentido de uma alimentação saudável, que sigo o blog Na Cozinha de uma Universitária. Tudo aqui parece fácil, delicioso, simples, mas não simplista. Cheio de coisas boas e nutritivas.

O mês foi um bocadinho caótico para os meus lados, mas a Joana aceitou o desafio, mesmo com um pedido apertado de tempo. Desafiou-me ela a mim a tentar cozinhar mais uma vez quinoa no integral, dando-me algumas sugestões de como suavizar o sabor, de que eu não sou fã. Como este tempo pede mesmo, vamos acompanhar a quinoa com uns legumes assados e grelhados. Soa bem, não é?


LC - Como surgiu o teu blog? Qual a mensagem que tentas transmitir? 

Joana Ventura, Na Cozinha de uma Universitária (JV) - O meu blog surgiu numa brincadeira com algumas amigas. Sou estudante e sempre tive um enorme gosto pela cozinha. Desde cedo comecei a partilhar as minhas pequenas aventuras nas redes sociais, até que decidi criar o meu espaço, o meu blog. Como o próprio nome indica, o meu público alvo sempre foram os estudantes e os jovens. Sempre quis demonstrar que cozinhar pode não ser assim tão difícil como a maioria dos jovens pensa e por vezes não são precisos imensos ingredientes para preparar uma refeição simples, saudável e rápida. 


LC - Já conhecias as Segundas Sem Carne? Qual é a tua impressão da ideia? 

JV - Já conhecia as “Meat Free Mondays”, pois acompanho alguns blogs que seguem esta ideologia. A minha impressão é que todos deveríamos adoptar este hábito, mesmo quem segue uma cozinha mais tradicional. É apenas um dia e há uma vasta quantidade de alimentos vegan extremamente ricos e benéficos para o nosso organismo, para além de extremamente deliciosos. 


LC - No teu blog apresentas algumas refeições vegetarianas. Quais as razões que te levam a procurar alternativas vegetarianas em complemento à tua alimentação? 

JV - Há cerca de 1 ano que procuro um estilo de vida saudável e adoptei novos hábitos alimentares. Um dos novos hábitos foi retirar o consumo de carnes vermelhas da minha alimentação, por exemplo. Para ter uma alimentação o mais diversificada possível decidi introduzir novas refeições na minha rotina, das quais fazem parte as refeições vegetarianas, para além de serem uma fonte de alimentação saudável e ricas em nutrientes são super saborosas. 


LC- O nosso país é culturalmente muito ligado à carne e peixe, tanto na sua gastronomia, como tradições. Achas que isso dificultará a difusão das Segundas Sem Carne por cá? 

JV - Sem dúvida. Penso que deveríamos ser um povo com uma mente mais aberta a novos hábitos alimentares e a novas experiências gastronómicas. A cozinha portuguesa é extremamente saborosa, no entanto o uso do sal e das gorduras animais em exagero é tudo menos benéfico para a nossa saúde. Por vezes bastam pequenas mudanças para ajudar a um estilo de vida saudável e sem riscos. 


LC - Agora que participaste activamente nas Segundas Sem Carne do Na Cadeira da Papa, vais levar este hábito mais afincadamente daqui por diante? 

JV - Claro que sim! Pretendo adoptar esta ideologia lá no blog também, apesar de grande parte das minhas refeições, principalmente ao jantar em que a fome não é tanta, já serem vegetarianas.




A Joana sugeriu-me uma das suas receitas "para uma época de exames saudável". Quem fala em época de exames, diz uma semana mais apertada de trabalho, ou mesmo uma semana de férias, que não se pretenda gastar muito tempo com refeições, mas que se pretende que sejam rápidas, simples e nutritivas.

Quinoa com legumes assados e grelhados

3/4 de chávena de quinoa 
um molho de espargos verdes
2 cogumelos Portobello (bem grandes)
500gr de tomates cherry
Sal, azeite e limão q.b. para temperar


Cozinhar a quinoa (tem o mesmo método de cozedura do arroz - uma medida de quinoa, duas de água, demora cerca de 15 minutos a cozinhar). 

Num tabuleiro de ir ao forno, dispor tomates cherry, temperados com sal e um fio de azeite e assar no forno a 160º.

Cortar os espargos verdes frescos a meio e posteriormente na longitudinal, cortar os cogumelos em fatias grossas. Colocar na grelha e deixar cozinhar até grelharem ligeiramente, virando.

No final, misturar os legumes com a quinoa, temperar de azeite e limão e servir.

Soa-me bem... cogumelos, tomatinhos, tem tudo para correr bem e as pequenotas se deliciarem. Mais logo vejam como me saí com esta sugestão. Obrigada Joana :)

terça-feira, 30 de junho de 2015

O nosso meatless dinner #22


Foi hoje, foi hoje que fiz um One-Pot Pasta! Já não me lembro quando vi esta ideia pela primeira vez, mas lembro-me que não me fascinou nem um bocadinho. Nada me fazia acreditar que uma panela de água com tudo lá dentro enfiado, daria uma massa de bradar aos céus, como tentavam vender. Mas, devagarinho, lá foram aparecendo cada vez mais imagens e vídeos, e gradualmente foi-se entranhando nas profundezas da minha mente.

Hoje, enquanto pensava o que fazer para o jantar, e já decidida a fazer uma casserole, como a que fiz há umas semanas atrás, resolvi procurar por one-pot pasta. O que me convenceu definitivamente a experimentar foi o vídeo da Martha Stewart. Não sou exactamente fã, mas por norma, se procuro ideias, sugestões, soluções, se a Martha Stewart tiver, é essa que uso. Eeeeeee por norma ela tem, tem sempre, tem tudo, ela é a Deusa do Lar (escândalos financeiros à parte).

Ideia absorvida, era tempo de pegar no que gostamos, no que tinha cá em casa e mãos à obra.

One-pot Pasta 
[para 3-4 porções]

Uma panela. Escolham uma em que caiba a massa inteira, caso optem por esparguete, ou linguini, ou similar.


250gr de massa. Eu optei por linguini, e escolhi um que demorasse a cozer, para que os ingredientes estivessem o máximo de tempo a misturar sabores.


Uma cebola média, ou duas pequenas, mais dois dentes de alhos, tudo cortado em meias luas.


250-300gr de tomate. Usei tomate chucha mini, à falta do tomate coração que tanto gosto da frutaria aqui do prédio.


100-150gr de cogumelos. Usei marron que foram os que a L. escolheu no supermercado.


Meia cabeça de brócolos. Cortei os raminhos bem pequeninos, para cozerem no mesmo tempo que a massa, e guardei os talos para uma sopa.


Temperar. Temperei com um pouco de sal, e muitas folhas de manjericão e cebolinho da nossa mini-horta.


Juntar 1 litro de água (ou ajustar a quantidade de água à quantidade de ingredientes), levar ao fogo e deixar cozer com o calor no máximo, até a massa estar no ponto (a minha demorou 10 minutos desde que começou a ferver).


Vai-se envolvendo para que os ingredientes se misturem e não peguem ao fundo no final da cozedura, quando já quase não houver água.


O aroma prometia, as cores abriram o apetite e eu comi duas pratadas destas!

E elas?




Aprovaram claro! 


Quem diria, que uma massa feita da forma mais saudável possível, seria tão saborosa? 

terça-feira, 23 de junho de 2015

O nosso meatless dinner #21


Ah pois é, um meatless dinner nipónico! :D

Adoro, adoro, adoro sushi, adoro mesmo. Nunca me imaginei a fazer sushi em casa, mas depois de ler o post sobre sushi em casa no Not Guilty Pleasure, senti-me demasiado tentada a experimentar.

Experimentei há uns dias atrás e hoje tive que repetir! Para além do sushi, ou melhor, do veggie-sushi, fiz também guioza, um pastel asiático (não sei bem se a origem é chinesa ou japonesa) de carne e vegetais. Isto só me soa a uma única coisa: limpeza de frigorífico! 

A receita para o arroz do sushi segui a da Patrícia do Not Guilty Pleasure, o da guioza vi num video bastante claro sobre como se faz.


Massa guioza

3 chávenas de farinha
pitada de sal (opcional)
1 chávena de água morna

Misturar os ingredientes, amassando até formar uma bola. Deixar repousar por 30 minutos, antes de estender e cortar a massa para formar as guiozas.

Experimentei fazer uma parte de farinha integral para duas de farinha normal, mas julgo que a farinha integral dá muita goma à massa e não se consegue estender bem fininha, como se pretende para a guioza.


Para o recheio, usei o que tinha no frigorífico, mas o céu é o limite, pode-se colocar o que se quiser. Primeiro um leve refogado de cebola e alho, juntei cenoura ralada, curgete ralada, couve-lombarda cortada em juliana fina, ervilhas e no final temperei com molho de soja. Existe um molho baixo em sal da Kikkoman, para quem achar que o normal é muito salgado (eu acho).



Depois de se alourar as guiozas (alourei num fio de azeite), rega-se com uma chávena de água e deixa-se cozer em lume brando, até a água desaparecer.



Para o sushi, fiz bem simples: alga, arroz e recheio. Usei abacate, pepino, manga, feijão verde cozido e cenoura cozida (não tudo junto). Mas mais uma vez, pode-se usar o que mais se gostar e quiser! Usei um pano de cozinha para enrolar e funciona na perfeição!



Com veem, a nível de confecção, não há grande magia. Há imensos blogs e vídeos sobre como fazer guioza e rolinhos de sushi, é só pesquisar um pouco. 

Agora à parte mais importante... se as pequenas cá de casa gostaram?



A L. é fascinada por sushi. Adora olhar para os pratos, quando comemos. As cores e as formas devem levantar-lhe alguma curiosidade. Já tentou provar duas vezes, tentou mesmo. Ela pediu, provou, comeu, engoliu e disse que não era bom. Das duas vezes. Esta vez não foi excepção e disse que queria provar. Mais uma vez, provou, comeu, engoliu e disse que não queria mais... ficou-se pela guioza.

Já a T...


... a guioza nem se viu...



... os rolinhos de sushi perdi-lhes a conta.

Comi os poucos que sobraram e confesso, surpreendeu-me! Nunca achei que conseguisse fazer rolinhos de sushi minimamente comestíveis. Estavam bons, sim senhora. Se vale a pena fazer em casa? Só pela piada, porque leva um bocado de tempo a fazer uma quantidade razoável de rolinhos e pode começar a surgir alguma frustração pelo caminho. No entanto, é uma actividade bem engraçada para fazer com filhotes mais crescidos.