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domingo, 8 de março de 2015

Queques de côco e manga [desde os 9 meses]


Hoje fui a primeira a acordar cá em casa. Caso raro. Normalmente a primeira a acordar é a L. que trata de acordar a T. e em conjunto tocam a alvorada cá em casa. 

Decidi que tinha de aproveitar aquele bocadinho, para compensar os meus leitores por não colocar receitas há dois dias. Há uns tempos andei a vasculhar no blog da Kayla e uma das receitas de queques gritou-me "pick me, pick me". Foi hoje esse dia de experimentar uns queques de côco e mangaAinda tive algumas dúvidas no que diz respeito ao côco... será que posso dar, não posso. Depois de conversar com algumas amigas, convenceram-me que o côco é um fruto como outro qualquer, para avançar com os queques! (o que elas queriam, sei eu). Mas com os meus ajustes do costume (sem ovo e sem açúcar), tinha tudo o que era preciso!


Queques de côco e manga [desde os 9 meses]
(para 6-7 queques)


("ui, tanta coisa" imagino eu, vocês a pensarem)

1 chávena de farinha integral
3 tâmaras demolhadas (bastam 5 minutos)
1/2 chávena de côco ralado
1 colher de chá de fermento para bolos
1 banana
1/3 chávena óleo vegetal
1 iogurte natural
sumo de uma laranja
1 manga cortada aos cubos


Sem Robot de Cozinha

Pré-aquecer o forno a 180º. Picar as tâmaras com um pouco da farinha* e reservar. Triturar com a varinha-mágica a banana até ficar em puré e reservar. Numa taça juntar os ingredientes secos: a farinha integral, as tâmaras picadas, o côco ralado e o fermento e reservar. Noutra taça juntar a banana, o óleo, o iogurte e o sumo de laranja, misturando até obter uma massa homogénea. Juntar os ingredientes líquidos aos secos, e misturar bem sem bater em demasia a massa (pode-se usar o auxilio da batedeira).
Por fim ,juntar a manga aos cubos e envolver. Dispor a massa por forminhas próprias para queques forradas com papel e levar ao forno a cozer por 20-25 minutos. 

Com Robot de Cozinha (RC)

Pré-aquecer o forno a 180º. Colocar no copo do robot a farinha e as tâmaras e pulverizar 10seg./vel.9*. Juntar o côco e o fermento e misturar 10seg./vel.4. Juntar a banana aos pedaços e triturar 20seg./vel.6. Juntar o óleo, o iogurte e o sumo de laranja, e misturar 20seg./vel.4. Por fim, juntar a manga aos cubos e envolver com a espátula. Dispor a massa por forminhas próprias para queques forradas com papel e levar ao forno a cozer por 20-25 minutos. 


A meio da confecção tive reforços...




Com direito a recompensa!


Os queques ficaram lindíssimos, mas guardamos para os comer ao lanche num passeio especial: fomos à praia!


São deliciosos, e a grande razão porque se coloca manga aos pedaços e não triturada, é simplesmente por esta...


A manga derrete, e fica tipo creme. E é simplesmente a ideia mais genial e divinal da pastelaria. 

A L. acabou por não querer queques, com a excitação da praia e da areia, mal consegui que bebesse pelo menos um iogurte líquido, com medo que a areia desaparecesse. A T., essa, olhando de esguelha para imensidão do areal, esticou-se toda para a lancheira, para lhe dar um queque, com um "nham, nham" típico de pedir comida. Sabe pouco, sabe. 




*Este truque de triturar/pulverizar as tâmaras com farinha, foi a querida Patrícia Marques do Patrícia is cooking que me ensinou. :)

Açorda de tamboril [desde os 8 meses]


Deve ser das primeiras comidinhas que a maioria dos pediatras falam: a "açordinha". Muito honestamente, eu não sei fazer açorda "normal", não faço a mínima ideia. Limitei-me a seguir a instrução da nossa pediatra de fazer um caldo com carne ou peixe e legumes, e embeber o pão. Só posteriormente, quando falava nas açordas da L., me perguntavam se eu já fazia refogados para ela, se já dava ovo, se o alho não era muito agressivo. Fiquei na minha ignorância, e assumi que a açorda da L. era uma açorda especial: muito mais rica, nutritiva e saudável. 

No caso da L. foi a primeira comidinha para além do puré de legumes que comeu. Precisamente no dia em que completou 7 meses, dei-lhe esta pequena iguaria (não esta especificamente). Nessa altura ainda não tinha bem noção das quantidades, ficou muito rija e deu um prato muito grande, que a pequena L. apenas comeu metade. No caso da T. comecei pela farinha-de-pau que já dominava (na altura da L. nem por isso), mas no segundo dia lá comeu a dita açorda. 

Ambas, sempre lamberam o prato, e ambas demostraram vontade de mastigar com este prato. Coincidência? Talvez, afinal de contas, são irmãs. Mas achei que era uma transição lógica, e que de alguma forma estimularia a mastigação do bebé, que não sei explicar cientificamente. Por causa da textura, muito provavelmente, bastante diferente do puré de legumes. Em ambas as miúdas, foi uma questão de dias para que passasse a açorda religiosamente passada com a varinha-mágica, até começar a dar com os legumes simplesmente esmagados. 

Comecei com açordas de carne. Achei que eram muitas mudanças para uma altura só: introduzir peixe, pão ou farinha-de-mandioca. Gosto de de transições suaves e com poucos "intervenientes". Assim, apesar da instrução da pediatra ser para introduzir o peixe aos 7 meses, aguardei pelos 8 meses para o fazer. Por isso, a L. e a T. nunca comeram sopa de peixe, bem vistas as coisas.

Mas passemos ao que interessa, a receita da açorda.

Açorda de tamboril [desde os 8 meses]
(para 3-4 doses)



1 curgete
1 chávena de abóbora aos cubos
1 alho
1/2 cebola média
5-6 folhas de couve coração (picadas)
80-90gr de tamboril (ou a quantidade que o profissional de saúde assistente recomendar)

30-40gr de pão de trigo (de preferência sem sal) - mais ou menos meia carcaça
1 colher de chá de azeite virgem-extra

Começar por fazer um caldo, com os legumes e o tamboril. No caso de fazer no robot de cozinha, recomendo cozer o peixe ao vapor na varoma, para que não se desfaça totalmente com as lâminas do robot. Deixar cozer por 20-25 minutos e quando estiver pronto dividir pelas doses.

Colocar uma das doses num tachinho e quando estiver a ferver, juntar o pão aos pedaços.




Deixar o pão ensopar bem o caldo, até a côdea ficar completamente mole. No caso de bebés muito pequeninos, passar com a varinha-mágica até obter uma papa. Para bebés mais crescidos, basta desfazer parcialmente os legumes, ou esmagar com a colher de pau. Tirar do lume, juntar a colher de azeite e servir. 



No início, quando os pratos da L. e da T. eram apenas açorda e farinha-de-pau, eu própria confeccionava pão sem sal, para as açordas. Agora que a T. só come ocasionalmente, uso um pão normal.

Esta parte final vocês já conhecem, e sinto que me repito de post, para post, mas os meus ouvidos começam a sofrer dos gritos frustrantes da T., quando rapo o prato no final. 

quinta-feira, 5 de março de 2015

Bulgur com coelho [desde os 7 meses]


Descobri o bulgur há umas semanas, numa extensa pesquisa de cereais alternativos. Já andava um bocado cansada da massa e do arroz - mentira, que era capaz de viver de massa exclusivamente. Mas o bulgur é um derivado de trigo muito interessante, com alto teor proteico, muita fibra e um índice glicémico baixo (o que quer dizer que sacia por muito mais tempo).

Só esta semana consegui comprar um pacote e ontem experimentei cozer para mim. Fui ao céu e regressei. É tão bom, mas tão bom. E só cozido! Nem imagino cozinhado com mais ingredientes.

Ora imagino sim, porque foi o que fiz hoje para o almoço da T. Peguei num copinho de caldo de coelho que tinha no frigorífico, e cozi 2 colheres de sopa de bulgur. A T. não teve tempo de ir ao céu e voltar, ou se o fez, foi muito rápido, porque desapareceu tudo do prato, enquanto eu dizia "3 mississipis". Posto isto, assumo que gostou - que novidade, desafio-vos a arranjar alguma coisa que ela não goste. 

E antes que perguntem "onde compro bulgur?", eu digo já: em qualquer hipermercado na zona de produtos "dietéticos", ou em lojas específicas de produtos dietéticos. 



Ora segue aqui a receitinha para este prato delicioso!

Bulgur com coelho [desde os 7 meses]
(para 3-4 doses)


1 curgete
1/2 alho-francês médio
1 dente de alho
1 chávena de abóbora aos cubos
1 chávena de agrião
80-90gr de coelho (ou a quantidade que o profissional de saúde assistente recomendar)

1-2 colheres de sopa de bulgur
1 colher de chá de azeite virgem-extra


Cozer os legumes e o coelho aos pedaços por 20-25 minutos, com água a cobrir os legumes. No final da cozedura dividir o caldo por doses.

Numa dose juntar o bulgur e deixar cozer em lume brando, com o tacho tapado, por 20 minutos. Desfiar o coelho, juntar o azeite e envolver. 




quarta-feira, 4 de março de 2015

Arroz de coelho [desde os 7 meses] - Do frigorífico para a cadeira da papa


Têm-me perguntado muito o que é o "caldo", o que faço com o caldo, como trato os legumes que cozo com a carne ou peixe. Resolvi escrever este post em que vou tentar explicar tudo muito direitinho, pois acredito que quem nunca cozinhou desta forma para os pequenotes, pode parecer mais complicado do que realmente é. Afinal, estou aqui para vos facilitar a vida. 

Vamos por passos. Como já expliquei no famoso post sobre as mães robóticas, cozinho de uma só vez o caldo do almoço e o puré de legumes do jantar. Quem não tem robot de cozinha, pode fazer em duas panelas. Acredito que se optimiza muito o tempo, pois está-se a arranjar legumes apenas uma só vez, mesmo que seja a dobrar.



O que é ao certo o "caldo"? Ora, eu chamo caldo a uma água de cozedura, que neste caso, tem pedaços de legumes e de carne ou peixe lá dentro. Uso este caldo para posteriormente cozer arroz, ou massa, ou pão (para açorda), ou farinha-de-mandioca (para a farinha-de-pau), ou sêmola de milho, ou, ou, ou. Há tantas, tantas alternativas! Um mesmo caldo, pode dar vários pratos diferentes, só mudando um ingrediente, como já mostrei aqui. Pronto, eu coloco aqui as fotos para não andarem a saltitar entre páginas.





Isso mesmo! O mesmo caldo, 3 pratos diferentes. Então, como fica o caldo saído do tacho ou do robot de cozinha?

Assim:

Um copo, com líquido, legumes aos pedaços e carne, ou peixe. Faço caldo para 3 dias, como explico nas minhas receitas de caldos, e guardo estes copos no frigorífico, durante esse tempo. Algo que me fui habituando a fazer, é colocar um pouco mais de água na cozedura, e ter um copo extra só de líquido, para juntar aos outros se necessário.

Vou usar como exemplo, o caldo que preparei ontem com coelho.



Ontem, depois dos legumes cozidos, dividi-os pelos copinhos juntamente com o caldo e a carne e guardei no frigorífico.



Hoje, tirei um copo e despejei o conteúdo num tachinho. A dose é tão pequenina, que nem uso a liquidificadora-que-aquece-bate-e-pica (digam lá, já tinham saudades deste nome).



Deixei ferver e juntei o cereal. Hoje, foi dia do arroz.



Tapei o tachinho e deixei cozer por 20 minutos (no caso do arroz).



 Desfiei o coelho, juntei o azeite e envolvi.



Se o bebé ainda for muito pequenino, convém desfazer uma bocadinho os legumes e o arroz. Mas se já tiver a prática da mastigação apurada, vai adorar a sua comidinha com mais texturas (como a T.).

Como sou muiiiiiito amiga, e gosto muiiiiiiiito de vocês (vocês merecem que são do melhor), e também como há muito tempo que não coloco uma receitinha, cá vai na integra, este arroz de coelho.


Arroz de coelho [desde os 7 meses]
(para 3-4 doses)


1 curgete
1/2 alho-francês médio
1 dente de alho
1 chávena de abóbora aos cubos
1 chávena de agrião
80-90gr de coelho (ou a quantidade que o profissional de saúde assistente recomendar)

1-2 colheres de sopa de arroz
1 colher de chá de azeite virgem-extra


Cozer os legumes e o coelho aos pedaços por 20-25 minutos, com água a cobrir os legumes. No final da cozedura dividir o caldo por doses.

Numa dose juntar o arroz e deixar cozer em lume brando, com o tacho tapado, por 20 minutos. Desfiar o coelho, juntar o azeite e envolver. 


Servir ao bebé faminto mais perto de si.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Segunda-feira Sem Carne, mas com... #01

Faço sempre muita pesquisa para as segundas-feiras sem carne. Escolho as receitas que acho que a família vai gostar, e acima de tudo, receitas que estejam ao alcance de todos, sem ingredientes que não sabemos pronunciar. Conheci imensas páginas e blogs de pessoas, que fizeram do meatless um estilo de vida, e não consomem carne todos os dias! Achei que seria interessante "visitar" a cozinha dessas pessoas, e aprender umas receitas meatless para as nossas segundas-feiras. 

Bom, não visitei literalmente, aproveitei os benefícios que a internet nos oferece, de nos aproximar daqueles que possam estar mais longe.


A cozinha da Patrícia

Um dos primeiros blogs que comecei a seguir foi o da Patrícia Marques, o Patrícia is cooking. Quando me preparava para escolher uma receita para o um dos meus meatless dinner, preferi pedir directamente à Patrícia, que me sugerisse uma receita. Algo simples, delicioso, e que não fosse preciso ir ao Japão comprar ingredientes. Algo que fosse fácil de conseguir num supermercado qualquer. 

Enquanto ela procurou no seu manancial de receitas, resolvi, curiosa, fazer algumas perguntas.



LC - Como nasceu o teu interesse pelo vegetarianismo/veganismo e porque resolveste um dia tirar a carne e o peixe da tua alimentação?

Patrícia Marques (PM) - Decidi mudar a minha alimentação há 23 anos atrás. Com 14 anos, a minha mudança teve tudo a ver com as reações próprias da idade, que no meu caso me levaram ao vegetarianismo pela questão animal. Ao longo destes 23 anos a evolução é obrigatória, quando a ética fala mais alto, por isso foi fácil evoluir para o não consumo de peles animais, de produtos de higiene e de limpeza testados em animais e lacticínios e ovos e mel. Por isso, tudo começou pelo respeito por todos os animais e pela natureza e só muito mais tarde vieram as questões de saúde que hoje em dia têm muito peso nas minhas escolhas alimentares.



A Patrícia mostrou-me um empadão de 4 com cogumelos e ervilhas que me encheu logo o olho. Tínhamos que o fazer!



LC - Portugal é um país claramente marcado pela sua gastronomia, muito ligada à pecuária e pescas. Como afectou a tua decisão as tuas relações familiares e sociais há 23 anos atrás? E agora?

PM - Felizmente a minha família aceitou bem a minha decisão, embora mais ninguém tenha seguido as minhas mudanças. No entanto, há 23 anos atrás nada se comparava com a facilidade que é ser-se vegetariano hoje em dia, naquela altura existiam poucas lojas onde comprar alimentos alternativos à alimentação tradicional, hoje existem produtos alternativos em todos os supermercados e restaurantes vegetarianos espalhados por todo o país. Socialmente também não me posso queixar, no início amigos e família esperaram que fosse uma fase rebelde própria da idade, hoje em dia, 23 anos depois é impossível alguém questionar. Tradicionalmente temos receitas riquíssimas e interessantes óptimas para " veganizar". Depois nasceram os filhos e tudo ganhou mais sentido.





(a Patricia também tem uma liquidificadora-que-aquece-bate-e-pica, mas ela chama-lhe outra coisa...)



LC - Acho que há a ideia generalizada que os vegetarianos/vegans comem coisas esquisitas, que não lembram a ninguém. Mas penso que a nível de cozinha, é tudo muito parecido, só com ingredientes diferentes. Olha nós aqui a fazer um empadão. E ainda há aquela ideia que os vegetarianos/vegans têm carências nutricionais, o que não é de todo verdade, certo?

PM - Não, nem comemos coisas esquisitas, nem temos carências alimentares. Bem, se nos alimentarmos mal também nós podemos ter carências alimentares, se formos uns vegetarianos que não gostam de legumes e que se alimentam de fast food (pois também os há) o mais certo é termos carências alimentares como qualquer pessoa que se alimente com o mesmo princípio mesmo com base em alimentos de origem animal. Para que não haja carências em qualquer tipo de escolha alimentar é preciso variedade e qualidade de alimentos. Eu sou prova viva de que com uma alimentação correcta vegetariana só temos benefícios, uma saúde de ferro é um bom indicador.



LC - Achas que as Meatless Monday, ou as Segundas-feiras Sem Carne, como eu lhe chamo, são um bom exercício para as pessoas de dieta omnívora reflectirem e estarem mais alertas a estes problemas de saúde e ambientais, que o consumo excessivo de carne acarreta?

PM - Um dia que seja é sempre melhor do que nenhum dia. Acho uma excelente iniciativa, pois chama a atenção para o vegetarianismo e para o impacto que o consumo de carne tem no planeta e na saúde.



Logo vou reproduzir este empadão. Tem um ar delicioso! Aliás, todo o blog da Patrícia dá vontade de dar trincas no ecrã (correm rumores que ela tem um bolo de chocolate de bradar aos céus).

Segue a receita deste maravilhoso empadão, que também podem encontrar no blog da Patrícia, juntamente com outras fantásticas receitas vegetarianas e vegans. Ou ainda, acompanhar a Patrícia via Facebook, para estarem a par de todas as novidades do seu blog, ou babar para o teclado em primeira mão! 


Empadão de 4 com cogumelos paris e shitake e com ervilhas
(4/5 pessoas)

150g de cogumelos paris
100g de cogumelos shitake
120g de ervilhas
2 cebolas médias
Salsa picada fresca
Fio de azeite
Sal e pimenta


2 batatas doces médias/grandes
2 batatas médias
1 chuchu
1 couve-flor média
Sal e pimenta
Noz moscada a gosto
Fio de azeite
100 ml de leite vegetal


Pão ralado ou queijo vegan para polvilhar



Para fazer o puré, começar por cozer as batatas e o chuchu e a couve flor no leite vegetal durante aproximadamente 20min. Bimby 20min/100º/vel.colher.
Depois de cozinhados esmagar juntando um fio de azeite, sal pimenta e noz moscada. Bimby com a borboleta 1min/vel.3,5.

Saltear a cebola laminada num fio de azeite com o sal e a pimenta. Depois de estar loirinha acrescentar os cogumelos laminados e as ervilhas (deixar descongelar primeiro) e deixar cozinhar em lume médio. No final acrescentar a salsa fresca picada e envolver.

Num tabuleiro colocar o puré no fundo, rechear com os cogumelos e as ervilhas, e cobrir com mais puré.
Pode se polvilhar com pão ralado ou queijo vegan.
Ir ao forno para aloirar.


*Todas as fotos e receita, foram cedidas pela Patrícia para este post. 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Sugestão de fim-de-semana


Viemos passar o fim-de-semana com os avós. Vivem no campo, a 180km de nós. No inverno não costumamos vir muito, é muito frio para as miúdas. Mas ontem com um dia de sol e promissor fim-de-semana, arriscámos. Resultado: frio, chuva, um autentico dia de inverno. Mas viemos e tive que preparar a lancheira com os caldinhos e purés para as refeições da T. A L. já não preciso de me preocupar, come de tudo! E a avó faz sempre uma sopinha com os legumes mais frescos do campo. 

Como já expliquei neste post, não complico as refeições dos fins-de-semana fora da T. Trago só o caldo com legumes e carne ou peixe, e peço à avó arroz, ou massa, ou mesmo pão, para acabar a refeição. 

Mas vamos a ver o que fiz para a T. este fim-de-semana.

Caldo de pescada [desde dos 8 meses]
(para 3-4 doses)




5-6 raminhos de couve-flor
1/2 cebola média
1 dente de alho
1 cenoura
1/2 cabeça de brócolos (dependendo o tamanho) - usaremos o talo para o puré a seguir
80-90gr de pescada (ou a quantidade que o profissional de saúde assistente recomendar)

Cozer os legumes aos pedaços por 20-25 minutos, com água a cobrir os legumes. Cozer a posta de pescada à parte, de modo a poder tirar as espinhas. No final dividir o caldo por doses.

Enquanto isso na varoma, ou numa panela ao lado...

Puré de feijão verde [desde os 6 meses e meio]
(para 3-4 doses)


3 batatas médias-pequenas
1 chávena de abóbora aos cubos
1/2 cebola média
6-7 vagens de feijão verde
talo dos brócolos usados no caldo

Cozer os legumes aos pedaços na varoma ao vapor pelos mesmo 20-25 minutos do caldo, ou numa panela, caso não tenha robot de cozinha.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Esta semana Na Cadeira da Papa sugere...


Oiço (leio) muitas mães a queixarem-se "ah, parece que estou sempre a dar os mesmo legumes ao bebé", "ah, não sei o que fazer hoje para o bebé", "ah, se ao menos o meu bebé comesse torresmos não tinha que fazer a comida a parte". Por isto, e por muito mais, Na Cadeira da Papa dá ideias do que fazer para a sopa e pratinho do seu mais-que-tudo-pequenino. Só tem que ver, fazer e nem precisa de pensar! 

Esta semana a T. está a comer:

Caldo de frango [desde dos 7 meses]
(para 3-4 doses)




1 curgete
1/2 alho francês médio
1 dente de alho
1 chávena de abóbora aos cubos
4-5 folhas de couve-coração
80-90gr de frango (ou a quantidade que o profissional de saúde assistente recomendar)

Cozer os legumes aos pedaços com a carne por 20-25 minutos, com água a cobrir os legumes. No final dividir o caldo por doses para usar depois.

Caso seja uma daquelas mães robóticas, aproveite para cozer os legumes ao vapor na varoma. Se não for, faça numa panelinha ao lado do caldo.


Puré de alho francês e ervilha torta [desde os 6 meses e meio]
(para 3-4 doses)




(esta semana não me esqueci da fotografiazinha)

3 batatas médias-pequenas
1 cenoura
1/2 alho-francês
8-10 vagens de ervilhas tortas

Cozer os legumes aos pedaços na varoma ao vapor pelos mesmo 20-25 minutos do caldo, ou numa panela, caso não tenha robot de cozinha.

Esta semana pus água a mais na cozedura do caldo de frango com legumes. Aproveitei esse excesso e juntei aos legumes do puré do jantar. Nada se deita fora! Fica a ideia, para uma sopa com um pouco mais de paladar.

* imagem de abertura de http://www.sacredpregnancy.com/conscious-parenting/7-lessons-in-laziness-for-happier-healthier-moms/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Bolo para a T. Take #02


Hoje, a um mês do grande dia da T., foi altura de nova tentativa de bolo de aniversário para ela. Posso já adiantar que estamos muito mais perto do sucesso que da última vez.

Peguei na receita que tinha feito, e depois de vários conselhos e sugestões na nossa página do Facebook, resolvi fazer algumas substituições e adições. 

Substituí a chávena de água que precisei da última vez, por sumo de uma laranja, para dar mais sabor. Por recomendação de várias amigas coloquei tâmaras picadas para adoçar.

Bolo de aniversário para a T. [desde os 9 meses]
(bolo pequeno, 22cm aproximadamente)



1 banana
1 iogurte natural
1/2 chávena de óleo mal cheia
sumo de 1 laranja
1 chávena de farinha
1 colher de sopa mal cheia de fermento para bolos
6 tâmaras demolhadas e picadas

Pré-aquecer o forno a 180º. Começar por triturar a banana com varinha, ou no robot de cozinha. Juntar o iogurte, o óleo, o sumo de laranja e mexer. Juntar a farinha e o fermento e misturar até obter uma massa homogénea, sem a trabalhar demasiado. Juntar as tâmaras picadas e envolver. 

Untar uma forma com óleo, dispor a massa e levar ao forno por 25-30 minutos.




Veredicto: lambi a taça da massa, comi umas 3 fatias ainda quente, o pai das miúdas disse que estava muito bom (ainda estou basbaque), a T. comeu uma fatia em menos de nada (nem deu tempo para a foto!!), e entre nós os três, já só sobra um fatia desde que o fiz à hora de almoço. 

Continuo a achar que precisa de mais qualquer coisa! A massa fica fofa e húmida, totalmente decadente. A nível de sabor, acho que ainda posso melhorar. Mas vejamos, o bolo é para a T. e ela nunca se queixa de nada, ora... mas eu acho que ela merece melhor. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O nosso meatless dinner #04


Hoje, como todas as segundas-feiras de há umas semanas para cá, foi segunda-feira sem carne. Andei nos últimos dias a ver blogs, páginas de facebook, e esbarrei com três casseroles que me atraíram bastante.

Uma casserole de quinoa e brócolos







A questão não estava que casserole iria fazer - já agora, à falta de melhor tradução que "ensopado" vou continuar a dizer casserole - mas sim como seria a minha própria casserole

Decidi que a base seria de cuscuz, que já não comíamos há uns tempos. Depois os brócolos, o pesto (que gosto muito) e os tomatinhos cherry para a L. 

(perdoem-me os leitores robóticos, mas tinha o meu robot ocupado com sopas, muitas sopas, fiz este prato no velho amigo fogão)



Casserole de cuscuz, brócolos e tomate [desde os 12 meses]
(para 4 porções de adulto)

1 cabeça de brócolos
1 1/2 - 2 chávenas de caldo de legumes (ou usar a água de cozedura dos brócolos ou água apenas)
2 colheres de sopa de pesto*
1/2 chávena de cuscuz
8-10 tomatinhos cereja
queijo mozzarella ralado para polvilhar

Pré-aquecer o forno a 180º. Cozer os brócolos em água temperada de sal, até ficarem tenros, mas não muito cozidos. Retirar os brócolos da água e reservar. Ferver o caldo de legumes, ou a água de cozer os brócolos, ou simplesmente água e dissolver o pesto. Colocar o cuscuz num tabuleiro de ir ao forno e verter a mistura de caldo e pesto sobre o cuscuz. Tapar o tabuleiro com papel de alumíno e deixar repousar. 

Dar banho a uma das miúdas...

Destapar o tabuleiro, dispor os brócolos por cima do cuscuz, os tomatinhos cereja e por fim o queijo mozzarella. Levar ao forno até o queijo derreter e dourar.

Enquanto isso, dar banho à outra miúda...






A L. gostou muito, apesar de no final me pedir para da próxima fazer com "massinha" a sério - eu digo-lhe que o cuscuz é parecido à "massinha" que ela tanto gosta, mas ela não morde o isco. Eu admito que comi demais, mas vou repetir esta casserole. Um sucesso! 



*o pesto pode fazer a seu gosto. O meu preferido é com espinafres, nozes, alho, parmesão e azeite. Pode criar o pesto que lhe der mais jeito. Uma folha verde, um fruto seco, alho, queijo e azeite. 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Scones de cenoura [desde os 6 meses, mas ler nota no post]


Como devem deduzir, escrevo os posts no blog depois de confeccionar a receita e sobretudo, provar. Por isso, antes de qualquer coisa que vá escrever a seguir.. OH MEU DEUS, ESTES SCONES SÃO TÃO BONS!

Depois do redondo falhanço do bolo de ontem, quase nem dormi em voltas na cama de como me redimir de tal catástrofe - até me valeu um "sabes que não gosto de coisas muito doces, mas neste bolo exageraste um bocado" do pai das miúdas. Por isso recorri à Kayla e a sua adorável pequena lancheira, para inspiração e ajuda. 

Esbarrei com uns scones de cenoura, que sabia que tinha de experimentar. Ainda por cima a L. hoje acordou com vontade de cozinhar e pediu-me logo para fazermos "bolachas". Vamos a isso. Primeiro, adaptar a receita para a pequena T. também poder comer. Tirei tudo o que eram ingredientes que não conhecia. Deixei a farinha, a cenoura... e mais nada! Juntei maçã, para dar humidade aos scones, óleo de girassol, para substituir a manteiga, e sumo de uma laranja para adoçar e substituir o leite. Aqui a laranja pode ser controversa, e por fiz a chamada de atenção no título. A nossa pediatra não colocou qualquer restrição à laranja, até disse para usar um bocadinho de sumo na banana esmagada. Consultei algumas amigas, que também não tiveram essa restrição. Na dúvida, consultei a Acta Pediátrica Portuguesa referente a alimentação, que também não menciona a laranja como um fruto a evitar no primeiro ano de vida. Por isso, em caso de dúvida siga a recomendação do profissional de saúde assistente. Se não quiserem usar sumo de laranja, podem substituir por água, mas aviso que poderá ter falta de sabor. No entanto, estamos a falar de sumo de uma laranja dividida por 12 scones, não é assim uma dose considerável.

Tem me sido muito pedido para colocar as receitas em formato robot de cozinha, sobretudo depois de descobrirem que também eu tenho uma liquidificadora-que-aquece-bate-e-pica (não vou desistir do nome). Por isso vou fazer um esforço extra para escrever as receitas nos dois formatos e agradar a gregos e troianos. Para que conste, estes scones fiz no robot de cozinha, pois a L. queria ajudar, e achei que seria mais fácil para as duas.




Scones de cenoura [desde os 6 meses, mas tem sumo de laranja]
(para 12 scones)




1 cenoura
1 maçã
1 1/2 chávenas de farinha com fermento (270gr)
1/2 chávena de óleo mal cheia (60gr)
sumo de 1 laranja


Sem Robot de Cozinha

Pré-aquecer o forno a 180º. Ralar a cenoura e reservar. Ralar a maçã e juntar a farinha e o óleo, amassando com as mãos até a farinha ficar em grumos grossos, ou batendo com a batedeira devagar (para não espalhar a farinha). Juntar a cenoura ralada e o sumo de laranja, e bater até obter uma massa homógenea. Numa forma de ir ao forno, polvilhar com um pouco de farinha, e formar montinhos de massa com uma colher. Colocar no forno e deixar cozinhar por 20 minutos.


Com Robot de Cozinha (RC)

Pré-aquecer o forno a 180º. Picar a cenoura 5seg./vel.5. Reservar. Sem lavar o copo, picar a maçã 5seg./vel.5. juntar a farinha e o óleo e deixar mexer 20seg./vel.6. Juntar a cenoura ralada e o sumo de laranja e misturar por 20seg./vel.6. Numa forma de ir ao forno, polvilhar com um pouco de farinha, e formar montinhos de massa com uma colher. Colocar no forno e deixar cozinhar por 20 minutos.










Toda a gente provou, incluindo o pai, que teceu elogios e nem notou a falta de açúcar. Disse que estavam perfeitos para ele, super fofos e húmidos ao mesmo tempo "melhores que o costume!", disse-me ele. 

Eu estive a controlar-me para não comer o prato todo, até me pus a escrever a receita aqui no blog, vejam lá. 

A T. ... é melhor não dizer nada, certo? Já sabem como é.