quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Batido de morango e banana [desde os 12 meses]



Da saga "Variar as Bebidas ao Lanche", segue a sequela ao batido de "chocolate": o batido de morango e banana!

A ideia de um batido de morango não é nova. Mostrei-vos a minha primeira tentativa, que levou uma mega desaprovação das miúdas. Como não sou pessoa de desistir, reformulei uns pontos e tentei novamente.


Batido de morango e banana [desde os 12 meses]
(para 2 porções)



1 banana congelada
1/2 taça de morangos congelados (uns 8-10 morangos)
1 chávena (250ml) de bebida vegetal a gosto (usei de arroz e coco)


Colocar os ingredientes num robot de cozinha, ou liquidificadora, ou num copo alto e triturar com uma boa varinha mágica. Triturar até ficar cremoso (cerca de 40-60 segundos).




Estava confiante que tinha acertado desta vez. Sabia a morango e era super docinho, ao contrário do primeiro que tentei fazer. 

Fica a sugestão de colocarem só uma das frutas congeladas, pois o batido fica muito gelado (para o meu gosto) com as duas frutas congeladas. 





Não tem nada que enganar: copos vazios, sorrisos nos lábios e uma enorme reticência em partilhar com o pai ou a mãe, é igual a sucesso garantido!



terça-feira, 3 de novembro de 2015

Obrigada!

imagem daqui


Vou roubar um bocadinho do vosso tempo para vos falar de um assunto que não está relacionado com comida, mas que está inteiramente relacionado com o blog, com o que ele representa e os meus sentimentos em relação a isso. 

O blog difunde receitas. Quem me acompanha sabe que nem todas saem desta minha cabecinha, mas que a grande maioria são inspiradas noutros blogs e bloggers, chefs, cozinheiros e todo um enchente de gente e organizações que respeito neste mundo que é a comida. Sempre que isso acontece, cito as minhas fontes e descrevo-vos como se deu a busca por determinada receita, ou inspiração, e tudo o que a envolveu. Coloco nomes e links, para que consultem a fonte e percorram comigo esse caminho. Isso dá muito carácter aos meus posts e faz com que não sejam simples depósitos de ingredientes, mas sim histórias emocionantes sobre comida. 

Acontece que não sou a única blogger de comida. Há por aí muitos e muito bons blogs de comida, muitos de comida saudável e os de alimentação para bebés e crianças começam a ganhar número. Mas nem todos procuram esta ligação com o leitor. Nem todos envolvem os leitores nesta aventura que é criar comida e descobrir comida. São opções, nada contra.

Quando encontro uma receita minha num outro blog, sem que o Na Cadeira da Papa seja citado, só posso sentir orgulho! Faço parte da base de pesquisa e de leitura de outros escritores de comida, que tal como eu, só querem transmitir boas receitas, boas dicas e sugestões. Querem leitores satisfeitos, de curiosidade saciada, com as melhores ideias. Mesmo que não citem o Na Cadeira da Papa. Só posso sentir alegria, porque daqui depreendo que chegamos a muito lado e estamos certamente no topo das referências destes autores. Mesmo que não citem o Na Cadeira da Papa. 

Por isso, aqui vai o meu mais sincero e profundo obrigada a estes autores, que com os seus pequenos gestos validam todo o meu trabalho e fazem-no chegar a tanta gente. Mesmo que não citem o Na Cadeira da Papa.

:)

Três à Terça #07


O Três à Terça de hoje traz-vos utilizações improváveis de cenoura. Scones, panquecas, ou em forma de esparguete, a cenoura cá em casa há muito que deixou de ser só para comer na sopa ou no arroz.


Scones de cenoura



Estes scones são super fofos e deliciosos! Sem açúcar, ovos ou leite. Contam com a doçura e humidade da cenoura e da maçã para ficarem assim irresistíveis. 


Panquecas de cenoura e coco



Já começo a repetir-me com esta receita, mas é que não aguento não partilhar sempre que possível! São as panquecas preferidas cá em casa, são absolutamente deliciosas e cheias de coisas boas, nem se acredita que levam um legume como a cenoura.


Veggie-noodles



Já há muito tempo que a cenoura deixou de servir só para a sopa e para o arroz. Todas as combinações e transformações improváveis são bem vindas e as miúdas adoram. Este "esparguete" de curgete e cenoura foi um sucesso cá em casa! Super divertido de comer.


E por aí? De que formas menos comuns consomem a cenoura?

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O nosso meatless dinner #32



Olhem que linda, que linda que estava a nossa tarte! Ali com os legumes todos, os cogumelos (a L. delirou), as sementes de papoila. Maravilhosa!

A receita é simples, apesar de levar algum tempo a fazer, pois há que preparar a massa, deixar repousar, pré-cozer, mas nada de muito trabalhoso e altamente compatível com outras tarefas. Vocês sabem como adoro estas receitas que posso ir tratando das miúdas, enquanto se faz sozinha (quase). 

Como sei que vocês adoram o passo-a-passo, segue a confecção desta maravilhosa tarte!



Usei metade de farinha integral e metade espelta. Tenho ali um pacote de farinha espelta e ainda não lhe tinha dado uso. Ainda ando a ver como posso usar mais.



Temperei com sal e pimenta. Não pus ervas porque não tinha! Mas acho que uns oregãos secos iam ali bem (nota pessoal: comprar oregãos).




O aspecto que a mistura deve ter, deve ser assim tipo areia da praia. 



Precisei de muito pouca água para unir toda a massa, umas 2 ou 3 colheres de sopa. A minha sugestão é que vão colocando um pouquinho de cada vez e mexendo, para perceberem se precisam de muita ou não.



A técnica de estender a massa entre duas folhas de papel vegetal tem outra grande vantagem, já que se pode transportar a massa para a tarteira sem correr o risco de ela se partir, mantendo-a colada a uma das folhas. 


Os meus feijões de irem ao forno, que são sempre os mesmos. Podem usar em várias cozeduras, escusam de deitar fora logo.



Eu sei, seu sei, não piquei o pimento! Mas piquem, recomendo, porque depois é mais fácil de dispor na tarte e envolver no ovo.




Fiquei na dúvida se devia usar queijo de cabra ou não, pois as meninas nunca comeram e o sabor é forte. Apesar de elas serem grandes apreciadoras de queijo, o queijo de cabra ainda não caiu nas suas graças (lá virá o tempo de descobrirem esta delícia). Numa próxima vou misturar com requeijão para suavizar. Encontrei queijo de cabra com baixo teor de sal da Palhais, para quem estiver interessado. Quanto a sabor, para mim está no ponto (mas não gosto de coisas muito salgadas) e tem cerca de metade do sal do queijo de cabra normal.





A tarte fica linda, como podem ver, e é deliciosa!



Não tenho fotos das mãozinhas gordas cá de casa a deliciarem-se com esta tarte, mas há dias assim, que nem ela estão viradas para as fotos e não facilitam a tarefa. Mas posso dizer que foi um sucesso e que por nós as três a tarte ficou assim.

Obrigada Joana, pela receita e pelo prazer de te conhecer!

Segunda Sem Carne, mas com... #09


Estes são a Joana e o Edu e juntos protagonizam o blog Edu's Pantry!

Conheci a Joana através de um post que a nossa anterior convidada, a Vânia do Made by Choices fez, em que deu a conhecer alguns blogs e canais de youtube de alimentação saudável para bebés e crianças. Foi neste post que ouvi falar na Joana e comecei logo a seguir. 

As nossas preocupações são as mesmas: proporcionar aos nossos rebentos uma alimentação saudável, equilibrada e divertida! Logo aqui nasceu uma empatia enorme pelo blog da Joana. Tal como explica, é chef de profissão e colocou todos esses conhecimentos e um gosto pela nutrição ao serviço do pequeno Edu, confeccionando deliciosos pratos, que vai relatando no blog e em vídeo no seu canal.

Resolvi convida-la a sugerir uma receitinha para esta Segunda Sem Carne, acompanhada por um dedo de conversa para a conhecermos melhor.

LC - Como surgiu o teu blog? Qual a mensagem que tentas transmitir? 

Joana (J) - O Edu's Pantry (a despensa do Edu) nasceu em Fevereiro deste ano e surge na sequência de um outro Blog que já tinha desde 2009, o Passos de Gourmet, e que com a maternidade e as muitas experiências de vida, havia deixado de fazer grande sentido para mim. Resolvi então dar-lhe uma nova cara e centrar-me em produzir conteúdo que refletisse toda a minha paixão por uma alimentação saudável, inteligente, criativa e desafiadora ("nós somos o que comemos" e o alimento deve ser visto como medicamento). A grande maioria do conteúdo tem como principais destinatários a criançada (infanto-juvenil), mas como eu delicio-me com tudo quanto ali posto, posso dizer que todos os healthy-style-lovers (se é que este conceito existe), podem ali encontrar muita coisa deliciosa, nutritiva e que leva em atenção certas intolerâncias alimentares.
Procuro e quero transmitir que é de pequenino que se aprende a ter respeito pelos alimentos, pela arte de cozinhar, pela satisfação de se sentar á mesa e ali conviver e que a criatividade é a nossa grande aliada na hora de preparar uma refeição para os mais pequenos.

LC - Costumas oferecer refeições sem carne/peixe ao Edu. Tens alguma motivação/razão para o fazer?

J - Sim, tenho o hábito de cozinhar refeições vegetarianas (normalmente ovo-lacto) onde escolho uma outra fonte de proeína para substituir a carne ou o peixe. Faço-o por 2 motivos: 

1 - nem sempre tenho carne ou peixe "ali à mão";

2 - procuro somente comprar carne proveniente de criações biológicas (free-range) e peixe de mar... fujo ao máximo a tudo quanto seja extremamente barato ou de proveniência duvidosa.


LC - Vives em Inglaterra e por aí a Meatfree Monday são amplamente divulgadas. Sentes que a população inglesa segue esta iniciativa? Já conhecias? O que pensas sobre o conceito? 

J - Tenho de ser muito honesta e dizer que desconhecia de todo esta iniciativa. Já me fui informar do que se trata e de facto nunca tinha ouvido falar de tal por aqui. Acho que é uma iniciativa de louvar tal como todas as batalhas que Jamie Oliver vem travando ao longo da última década (Ministry of Food - a luta por refeições saudáveis em escolas), a obrigatoriedade de aulas de cozinha nas escolas, imposto sobre artigos açucarados para crianças, etc... não acho que a sociedade Britânica tenha boas noções de nutrição e do que é melhor ou pior para o seu organismo. A taxa de obesidade infantil no Reino Unido é das mais altas de toda a União Europeia e aqui a oferta de fast-food é tão grande e barata que cada vez se cozinha menos nas casas britânicas. Enquanto que em Portugal a crise forçou muita gente a cozinhar em casa, levar marmitas para o trabalho, aqui é muito mais barato comprar fish and chips, frozen food e por aí. Culturalmente não são uma sociedade que encare a mesa como convívio o que acaba por deitar por terra o prazer por boa comida.


LC - Agora que participaste activamente nas Segundas Sem Carne do Na Cadeira da Papa, vais levar este hábito mais afincadamente daqui por diante?

J - Sem dúvida Leonor, tornarei as minhas Segundas em dias Vegetarianos. Será mais um desafio por criar mais receitas giras, nutritivas e com combinações improváveis. Quero muito que o meu filho cresça sabendo que existe muito mais para além da carne e do peixe. E que não precisamos de uma proteína animal para termos todos os macro e micronutrientes que o nosso organismo necessita.


A Joana enviou-me a receita de uma tarte. Ora, ainda não havia tartes aqui Na Cadeira da Papa, o que me deixou logo super entusiasmada. Acompanhou com umas fotos de morrer!!




Tarte de Vegetais e Queijo Nassa 

(para uma tarteira de 22cm) 

Massa

200g Farinha de Trigo Integral ou Espelta 
3 colheres de sopa Azeite 
50g manteiga vegetal bem gelada 
água 
sal, pimenta-preta e ervas secas a gosto 

Numa taça misturamos a farinha com os temperos e o azeite. 
Coloquem a manteiga vegetal no congelador por 10 minutos para ficar bem geladinha. 
Adicionem essa manteiga bem fria à vossa taça com os secos e o azeite e vão incorporando tudo fazendo um movimento com os dedos de quando fazemos uma massa areada - o objetivo é que obtenhamos uma mistura granulada, portanto, vamos trabalhando a farinha e a manteiga com as pontas dos dedos. 
Assim que tivermos um granulado adicionamos um pouco de água bem fria e com um garfo vamos incorporado a massa. 
Adicionar água aos poucos, passar a usar a mão para obter uma massa compacta, não a queremos húmida nem seca, um meio termo. 
Embrulhar em película aderente e levar ao frio por, no mínimo, 15 minutos. 

Ligar o forno a 180ºC. Entretanto usamos esse tempinho para preparar o recheio. 
Depois de 15 minutos passados, colocamos a massa entre duas folhas de papel vegetal/manteiga e com um rolo da massa vamos tendendo-a até que esta tenha o diâmetro adequada á nossa forma. Coloco a massa entre as duas folhas de papel pois assim não precisamos de adicionar mais farinha e o resultado final fica mais lisinho. 
Untar a forma com manteiga vegetal ou óleo de coco e com todo o cuidado acondicionamos a massa. Dica, não aparem as bordas ainda (depois de cozer aparamos). 
Com um garfo picamos o fundo da massa evitando assim que esta cresça no forno. Vamos ter de lhe dar uma cozedura no forno antes de adicionarmos o recheio (o que em Inglês se designa de Blind-Bake), colocamos papel vegetal (podem usar uma das folhas onde esticaram a massa), colocar no interior da forma e cobrir com grão ou feijão seco, preenchendo todo o fundo e as bordas. 
Levar a cozer por 12 minutos. 


Recheio

2 pimentos (vermelho e amarelo ou o que por aí tiverem) picados
1 cebola picada 
1 dente de alho esmagado e picado
1/2 talo de aipo picado 
6 cogumelos paris fatiados 
70g queijo de cabra ou requeijão ou outro queijo que vos agrade 
3 ovos médios 
sal, pimenta-preta, tomilho seco ou fresco, a gosto 
azeite
sementes de papoila, a gosto (ou outra qualquer semente como sésamo ou girassol) 

Numa frigideira ou wok vamos começar por adicionar um fio de azeite e refogar a cebola por 3 minutinhos, segue-se o alho, o aipo e os pimentos. Saltear por mais 3 minutos (baixar um pouco o lume).
Adicionar agora os cogumelos e em lume já alto saltear por 2 minutos. 
Temperar e tirar do fogo. 
Assim que a base da tarte estiver cozida, colocamos a mistura de cima no seu interior. 
Distribuímos uniformemente o queijo. 
Numa taça batemos os 3 ovos e depois vertemos na forma (procurem que estes fiquem envolvidos uniformemente com o recheio.)
Coloquem agora umas sementes de papoila por cima e é só levar ao forno até ficar douradinha.



Parece, ou não parece uma delícia?

Ansiosa por experimentar esta tarte mais logo ao jantar!

domingo, 1 de novembro de 2015

Giveaway #01 - Mandolina Börner - Resultado

Tivemos 645 participações neste fantástico giveaway! 

Quem me dera poder dar 645 mandolinas, mas não posso. :(

E a Börner V3 vai para...






Parabéns Catarina Santos! Entrarei em contacto consigo para acertarmos os pormenores de envio da mandolina. Tem 3 dias para reclamar o prémio, ou haverá novo sorteio.

Muito obrigada a todos pelas participações. Espero em breve poder trazer-vos mais giveaways fantásticos como este!

Na lancheira da escola #07

Foi uma boa semana, com boas opções e muito variadas. Pela primeira vez consegui diversificar aos mais variados níveis. 


Segunda-feira


Começámos a semana com bolinhos de abóbora, fizemos no fim-de-semana. Adorava deixar-vos a receita, mas não sei como, a primeira vez que fiz saíram maravilhosos, a segunda que fiz para fotografar e publicar a receita bonitinha saíram intragáveis. Portanto, ainda estou a ver o que correu mal e quem sabe, em breve, publico esta receita. A acompanhar estes bolinhos um iogurte, uvas para a T. e tangerina para a L.


Terça-feira


Na terça foi dia de babar. Não só por este lanche delicioso, mas porque os lanches das meninas foram amplamente gabados, como vos contei. O lanche contou com o delicioso batido de "chocolate", pão de centeio e queijo em forma de coração (a pedido da L.). Não enviei fruta, pois o batido conta com uma banana inteira! 


Quarta-feira


Na quarta o lanchinho foi bastante comum para quem segue as nossas lancheiras: cereais puff, kiwi (com kiwi em coração mais uma vez a pedido da L.) e iogurte.


Quinta-feira


Na quinta as lancheiras contaram com panquecas de cenoura e coco, que já são um clássico aqui do blog. Acompanhei com uns morangos que ainda cacei esta semana na frutaria aqui do prédio e um sumo natural de laranja.


Sexta-feira


O conhecido dia do mimo ficou totalmente à responsabilidade da L. E é isto que ela considera verdadeiro mimo: maçã, leite e tostas de centeio. Para T. optei pelo iogurte e uvas, que têm sido a grande perdição desta época. 


Uma ótima semana, cheia de boas sugestões e de ensinamentos novos destas minhas pequenas grande gourmets.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Fruta nas lancheiras da escola


Venho hoje fazer uma reflexão sobre algumas questões relacionadas com o consumo de fruta, que me têm colocado a propósito dos posts das lancheiras.

A importância da fruta numa alimentação saudável e equilibrada é indiscutível. Quando lidamos com fruta (ou qualquer alimento orgânico) lidamos com oxidação. É uma reacção química que ocorre entre os átomos dos alimentos e os de oxigénio no ar. Os alimentos alteram a sua cor e mesmo a textura. 

Mas quais os riscos de consumir fruta oxidada? Em boa verdade, não há malefícios (do que li e averiguei), apenas menos benefícios. A oxidação está associada a perda de vitaminas. Não existem perigos de comer alimentos oxidados, apenas estaremos a consumir menos vitaminas. 

A oxidação não é o único factor que leva a perda de vitaminas nos alimentos. Para começar, a fruta (como qualquer alimento orgânico) desde que é colhida começa a perder nutrientes, nomeadamente vitaminas. Quanto mais tempo for armazenada, mais perde, quanto mais tempo demorar a chegar às nossas bocas, mais perde. Por isso a importância de respeitar a sazonalidade das frutas e legumes, e ter a preocupação em comprar alimentos de produção local, pois assegura-se que o tempo de armazenamento/transporte será mínimo, e a perda de vitaminas, mínima.  O calor e a luz também são factores que levam à perda de vitaminas. Um alimento cozinhado, mesmo que levemente cozinhado, tem menos vitaminas que o mesmo alimento cru. Felizmente, a fruta não contém apenas vitaminas, mas também fibras e minerais que não são tão afectados pela oxidação.

Uma das soluções para retardar a oxidação é resguardar a fruta da luz e do calor, portanto, guardar no frigorífico. Mesmo depois de descascada, se a fruta for mantida fria num saco térmico, a oxidação será mais lenta que à temperatura ambiente. 

Em relação à fruta descascada e partida nos lanches da miúdas cá de casa. Vamos ver as coisas deste prisma: não há perda de vitaminas, se estas não forem ingeridas. Ou seja, se elas não levassem fruta na lancheira, consumiam zero vitaminas, levando, mesmo que alguma perda devido à oxidação, consomem uma pequena parte, que mesmo pequena, é alguma coisa. Depois, há que ver a alimentação de um dia inteiro. Há mais momentos do dia em que comem fruta, cuidadosamente preparada na altura de ingerir, e, por isso, com menos perdas de vitaminas.

No entanto, tenho alguns cuidados ao escolher a fruta para as lancheiras. Eis alguns pontos e sugestões que tenho em mente, na hora de preparar as lancheiras.

- frutas ricas em vitamina C (ácido ascórbico, que é anti-oxidante): laranja, tangerina, kiwi ou abacaxi - a laranja e a tangerina, para além de ricas em ácido ascórbico, não ficam expostas ao ar, estando resguardadas nas pelicas que envolvem os gomos;
- frutas que não precisam de ser cortadas e/ou descascadas: maçã inteira, morangos, uvas ou tomate cereja;
- frutas que não oxidam com facilidade (se me souberem dizer porquê, agradeço): melão, meloa ou melancia;
- em última instância: manga, pêssego, ameixa ou pêra (que quanto a mim, não têm uma oxidação demasiado intensa para que não sejam consideradas).

Estas últimas podem ser regadas com sumo de limão, por exemplo, já que o ácido ascórbico retarda a oxidação. 

Com isto concluo: preferia muito mais andar atrelada às miúdas e preparar-lhes a fruta na hora de comer. Na impossibilidade de isso acontecer, não vejo mal em dar fruta que já foi preparada previamente, que pode ter (ou não) alguma perda de vitaminas, mas que no final da história vem diversificar e equilibrar os lanchinhos delas. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Três à Terça #06


Ainda é terça-feira, por isso ainda vou a tempo do post!

Hoje o Três à Terça traz três receitas de one-pot pasta, que já publiquei no blog. Mas acreditem, já fiz tantas, mas tantas, mas tantas vezes, e mesmo assim não me canso desta solução rápida e saudável de cozinhar massa.

Não há nada mais simples do que enfiar tudo num tacho, dar umas mexidelas de vez em quando e deliciar-se.


One-pot Pasta Classic


A primeira one-pot pasta que fiz, um verdadeiro sucesso. É talvez a combinação de ingredientes que mais vezes repito. Brócolos, cogumelos e tomate cereja? Um sonho de refeição para a mais velha das miúdas (a mais pequena não gosta de cogumelos, vai lá entender).


One-pot Pastrícia


Um desafio da querida Patrícia do blog Crónicas da Maternidade me colocou e que respondi com todo o prazer. Uma one-pot pasta bem verdinha, cheia de coisas boas que as cinco miúdas (eia tanta gente!) que estes dois blogs somam gostam.


One-pot Pasta com queijo gratinado


As one-pot pasta têm que parecer sempre parecidas? Nem por isso! Pode-se terminar com natas para um molho cremoso, ou com queijo por cima e gratinar, como fiz com esta versão. Uma verdadeira delícia!


Um bónus! O texto que escrevi com dicas para as one-pot pasta perfeitas!


E por aí? Qual a combinação de ingredientes que gostam mais nas vossas one-pot pasta?


Baba...

Aguentem-me, mas toda eu hoje sou baba!

À chegada da escola, a L. grita aos 7 ventos o que é o lanche dela hoje. Comentário da auxiliar da sala dela: 

- A mãe manda sempre coisas tão boas para a L., até ficamos com inveja dos lanchinhos dela!

Babei... bastante, até me desviei para não escorregar. L. deixada na sala, era altura de levar a T. à sua sala. Visto-lhe a bata e entrego à educadora. Novo comentário:

- Ai mãe, gosto tanto dos lanchinhos que manda para a T. Tudo preparado com tanto cuidado... o hidrato, a fruta, o lacticínio... tudo sempre tão equilibrado e bonito. Tudo cortadinho com as forminhas. Aqui na escola morremos todas de inveja dos lanches dela. 

Oh Deus... desidratei de tanto babar :P

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

O nosso meatless dinner #31


Oh sim! Oh sim, sim! Eu, euzinha, com as minhas fiéis ajudantes, fizemos gnocchi caseiro. Caseiríssimo, feito de raiz (até cozemos as batatas, vai-se lá acreditar).

Já é um sonho antigo, não fosse eu amante de gnocchi, mas faltava-me coragem e informação (sobretudo informação, porque é super fácil), e achava que me ia enfiar numa grande alhada. Vai daí e como não surgiam mais ideias para o post de hoje, decidi fazer gnocchi (e começar assim uma saga de diferentes tipos de gnocchi).

Li, vi vídeos no youtube, informei-me durante dias! E confiante que ia sair uma maravilha pus mãos à obra. O segredo está na quantidade de farinha que se coloca, pois pouca farinha e ficamos com puré de batata mal feito, muita farinha e os gnocchi ficam rijos e sem graça. Esta quantidade vai sempre depender do tipo de batata, por isso comecem por defeito e adicionem mais farinha de acharem necessário.


Gnocchi de batata [desde os 6 meses]
(para 4-5 porções)

1kg de batatas (que se desfaçam bem, ideais para puré)
300gr de farinha
noz moscada (opcional)

Começar por cozer as batatas, inteiras e com e pele.


Quando cozidas (pode levar bastante tempo), escorrer a água e descascar ainda quentes. Utilizar a batata ainda quente é um passo crucial, pois vai oferecer mais leveza aos gnocchi. Para quem não sabe, descascar batatas quentes é fácil: espeta-se num garfo e puxa-se a casca. Nada que saber.



Passo importante: "desfiar" a batata. A batata não deve ser esmagada, nem triturada, nem batida. Deve ser transformada em fios, para que incorpore mais ar nos gnocchi. Existem uns instrumentos próprios para isto, uma espécie de esmagador de alho, mas em tamanho grande; podem usar ainda o passe-vite; mas para quem, como eu, não tem nada disso em casa, um passador de rede funciona igualmente (dá mais trabalho e leva mais tempo).





Polvilha-se a farinha com noz moscada, espalhando ao máximo ao longo da batata desfiada.




Com uma espátula vai-se abrindo espaços entre a batata para a farinha unir.



Quando a farinha começar a ser absorvida pela batata, é hora de enfiar as mãos na massa e amassar suavemente, para não perder todo o ar que se tem vindo a encorpar. A massa deve descolar bem as mãos, mas apresentar uma textura mole.



Faz-se um rolo, tapa-se com um pano e deixa-se a massa descansar por 10 minutos.

Passado esse tempo, é hora de dar forma aos gnocchi. A L. vai vos mostrar tudo, já que a T. passou o tempo a fazer teste de qualidade.





Começar por enrolar num fio a massa, com a espessura de um polegar (de adulto).



Cortar em pedacinhos.



Passar o pedacinho por cima de um garfo, pressionando de forma a fazer uma concha (para o molho e o sabor ficar todo retido nessa cavidade).





Em água a ferver (depois pode-se temperar com sal para os mais crescidos), colocar os gnocchi um a um (para não haver grande diferença de temperatura e a água manter-se a ferver). Quando os gnocchi começarem a boiar, é altura de tirar (leva 1 minuto este processo).




Já está! Fácil, certo? Leva um bocadinho de tempo, mas é uma actividade super engraçada para fazer com os mais novos. Enquanto eles preparam os gnocchi, nós podemos ir fazendo outras coisas.

Servi os nossos gnocchi com molho pesto de espinafres e nozes (o nosso preferido).





Delícia! Adorei a consistência, firmes ao trincar, mas que se desfazem na boca. Elas adoraram fazer os gnocchi e há sempre um gosto especial em comer aquilo que tem o nosso dedo :)