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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O nosso meatless dinner #39


A sopa miso ou missô (gosto mais de miso) é uma sopa tradicional japonesa, feita com caldo (normalmente de peixe) e miso, uma pasta de soja fermentada. Os japoneses comem esta sopa a qualquer refeição do dia, basicamente e na alimentação macrobiótica é um dos pequenos-almoços recomendados (vou experimentar amanhã e depois digo-vos). A Wikipédia, essa grande fonte de sapiência, diz que a sopa miso pode levar o que o cozinheiro bem entender... gosto disto! 

Imaginei que fosse preciso um caldo para dissolver o miso e a única coisa que sabia por certo é que o miso não podia ferver. Portanto, aqui vai, a minha sopa de miso.


Sopa de miso à Na Cadeira da Papa (desde os 12 meses - atenção que é salgado)
(para 6 porções)

1 fio de azeite
1 cebolas
1 alho-francês pequeno
1 cenoura grande
150gr de cogumelos a gosto (usei brancos)
1/8 de uma abóbora manteiga
2 litros de água
100gr de tofu
2 colheres de shoyu (opcional)
1 rodela de gengibre (opcional)
100gr de massa soba ou similar (usei uma massa de arroz, abóbora e gengibre)
5 colheres de sobremesa de miso de arroz ou cevada (usei de arroz)


Numa panela, cobrir o fundo de azeite, colocar a cebola e a parte branca do alho-francês cortados aos pedaços a suar, em lume brando. Reservar a parte verde do alho-francês para  adicionar posteriormente.



Cortar os restantes legumes aos pedaços e juntar à cebola e alho francês suados, envolvendo e deixando cozinhar um pouco (pode-se colocar a parte verde do alho-francês mesmo no final, para ficar crocante).



Adicionar a água, o tofu, o shoyu e o gengibre, levantar fervura e deixar cozinhar por 15 minutos ou até os legumes ficarem tenros.



Juntar a massa e deixar cozinhar pelo tempo indicado na embalagem.


Enquanto a massa cose, dissolver a miso numa concha de caldo.



Desligar o fogo, adicionar a pasta dissolvida e misturar bem no caldo. Servir bem quente.


Com o frio que apanhámos no regresso da escola, esta sopa soube muito bem. A L. torceu o nariz quando lhe mostrei e expliquei que era uma sopa especial. Lá a aliciei com os cogumelos e massa e ela ficou convencida. Chegou a dizer que era "uma delícia!"



Já a mais nova, não foi tão fácil de convencer. À terceira colherada, empurrou o prato e pediu "poupa" (sopa).




Lá tive que lhe servir uma taça de sopa "regular" e ainda tive que lavar a taça dela na hora, no meio de gritos e lágrimas, pois não aceitava, de forma alguma, comer a sopa noutro prato. Welcome Terrible Two!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O nosso meatless dinner #38


Ontem o jantar foi tempeh! Tem-quê? 

Para quem não conhece, o tempeh é um alimento fermentado, a partir de sementes de soja (e até de outras leguminosas). É muito rico em proteína e vitaminas do complexo B. Pode-se dizer que é bastante parecido com o tofu, com a diferença que o tofu é feito a partir do leite de soja, enquanto o tempeh é feito directamente com a semente. Encontram tempeh à venda em lojas e supermercados de produtos biológicos (nos hipermercados ainda não encontrei), ou ainda, se forem da zona de Lisboa pelo Facebook, através da página Sal's Tempeh. O que usei é do Sal's Tempeh, que comprei na minha última ida à capital. Do que me foi dito, nem todo o tempeh é agradável ao paladar. Ainda só tive oportunidade de provar o do Sal's, mas posso garantir que não quero mais nenhum!

Comi pela primeira vez tempeh num workshop do Marco Fonseca, que frequentei no Instituto Macrobiótico de Portugal. Adorei o sabor e a textura... fiquei a pensar no tempeh durante bastante tempo! Até que ontem resolvi cozinha-lo. Adaptei a receita que o Marco Fonseca ensinou no workshop, em vez de caramelizar a cebola a parte, experimentei juntamente no forno com o tempeh.


Tempeh no forno com cebola caramelizada

250gr de tempeh 
2 cebolas roxas (médias)
1 colher de sopa de azeite
3 colheres de sopa de shoyu
1 colher de sobremesa de geleia de arroz (ou outra geleia a gosto)
pimenta, alho em pó e gengibre (a gosto)
água q.b.
Arroz integral e legumes cozidos para acompanhar.

Pré-aquecer o forno a 160º.
Cortar o tempeh em fatias finas e dispor num tabuleiro de ir ao forno.




Laminar as cebolas finamente para uma taça.



Juntar o azeite, o shoyu, a geleia de arroz e os restantes temperos, e envolver bem.





Dispor o preparado por cima do tempeh.


E cobrir com água. Pode-se colocar a água na taça, para que "lave" os temperos que ficaram.



Levar ao forno até o molho reduzir (mais ou menos 45 minutos).



As miúdas não acharam muita piada ao tempeh. A L. começou logo a dizer que não gostava, ainda antes de provar! Mas ainda comeu dois ou três pedaços.


Já a T. nem quis provar, repetiu 3 vezes o prato de arroz e não parava de pedir mais!



Eu adorei! Ficou uma delicia!! E a combinação com o arroz é excelente. Vou repetir de certeza :)

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O nosso meatless dinner #37 - a nossa primeira experiência crudívora


Eu: hoje vou fazer um jantar um bocadinho diferente. Vai ser um jantar cru, que não é cozinhado.
L.: isso não me parece nada boa ideia, mãe. 

O futuro deste jantar parecia condenado à saída da escola das miúdas. Mas não havendo alternativa, segui em frente. 

Fui preparando as diferentes partes e dando a provar às miúdas. O creme de caju foi um sucesso, o pesto de tomate seco moderadamente apreciado e a curgete crua uma verdadeira surpresa.



A L. comeu tanta curgete crua antes de jantar, que temi não ter suficiente para fazer as lasanhas. 




A T. lambeu o máximo de creme de caju que conseguiu e ainda roeu alguma curgete. Mas no final pedia-me "poupa" (aka sopa). É uma miúda mais tradicional, no que toca à comida.



Apesar do mau presságio, a L. foi a maior surpresa. Comeu com imensa satisfação e disse que o meu jantar cru estava delicioso.


Um verdadeiro sucesso!

O que posso dizer é que é uma experiência muito diferente daquilo que o nosso paladar está habituado. Leva tempo até nos abstrairmos que tudo o que está ali está cru e apreciarmos os sabores naturais que tem. Apesar de ter estranhado na primeira grafada, a verdade é que se entranhou em menos de nada. 

Obrigada Joana por esta magnífica experiência e pela revelação da minha mini-crudívora cá de casa.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Segunda Sem Carne, mas com... #10


Conheci o blog da Joana, Just Natural Please, há pouco tempo, mas o suficiente para seguir avidamente e deliciar-me com as dicas e receitas. 

A Joana é vegana há 2 anos, associado ao veganismo dela tem uma vertente crudívora, que, para quem não conhece, consiste em ingerir os alimentos crus. Como sou muito curiosa nestas temáticas, convidei a Joana a apresentar uma receita vegetariana, com o desafio de ser crudívora! Seria uma estreia aqui no blog, nesta rubrica, será que ela aceitou?


LC - És a primeira blogger crudívora e vegana que sigo (nem sei dizer se há muitas). Qual a mensagem que tentas passar através do teu blog?

Joana (J) - Antes de mais deixa-me esclarecer que não sou 100 % crudívora. Aliás, a grande maioria das receitas que faço para o meu blog não são crudívoras. Fui totalmente crudívora durante 3 – 4 meses quando descobri o veganismo e a alimentação crudívora mas depois voltei a introduzir alguns alimentos cozinhados, pois apesar de me sentir muito bem comendo apenas frutas e vegetais crus não fazia muito sentido para mim deixar de fora muitos alimentos que só podemos comer cozinhados, como arroz, batata, leguminosas secas, etc. Geralmente como fruta e vegetais crus durante o dia e ao jantar junto alguma coisa cozinhada, sempre de forma muito simples (sem gordura adicionada, sem sal, sem grandes temperos), a uma grande salada. A mensagem que tento passar com o meu blog é que os alimentos que a terra nos dá, no seu estado bruto e integral, devem ser a nossa primeira opção para viver com saúde e vitalidade e que devemos evitar tudo o que é refinado, processado e transformado. Quero também passar a ideia de que o prazer à mesa vai sempre existir. É tudo uma questão de tempo e persistência até o paladar se habituar à alimentação saudável e “limpa”.


LC - Como foi a reacção da família e amigos à tua decisão de mudança de estilo de vida? Sentes que essa opção afectou as tuas relações sociais?

J - Felizmente todos à minha volta (família e amigos) me apoiaram na minha decisão de seguir este estilo de vida. Noto que confiam em mim e nas minhas decisões e por isso aceitaram a minha mudança sem qualquer crítica. Para isso também ajuda o facto eu própria tentar não fazer juízos de valor em relação ao que eles comem e por isso o respeito é mútuo. Acredito que mostrar que nos sentimos bem, felizes, com energia e com menos problemas de saúde é a melhor influência que podem ter e com o tempo noto que, quer a minha família quer alguns amigos, começam a interessar-se mais por alimentação saudável e veganismo e a fazer algumas alterações nos seus estilos de vida, o que me deixa muito feliz. A nível social, houve um período de adaptação e de aprendizagem mas agora faço uma vida social normal, como fazia antes. Em jantares fora há quase sempre opção, sobretudo se pedirmos com gentileza. Em casa de amigos, ou eu levo alguma coisa para comer e para partilhar ou eles próprios já preparam pratos que eu também possa comer.


LC - O que sentes que as pessoas no geral pensam sobre o vegetarianismo/veganismo e o crudivorismo? Penso que sobretudo este último tema é ainda muito desconhecido pela maioria das pessoas.

J - O vegetarianismo já é bastante conhecido e com muitos adeptos (embora me entristeça um pouco ver que muitos vegetarianos vivem à base de queijo, ovos e batidos proteicos, continuando a deixar os vegetais para seguindo plano). Agora o veganismo ainda não é muito bem compreendido e há ainda uma certa confusão na cabeça das pessoas. Acho que muita gente ainda associa o veganismo a um movimento “hippy” ou algo do género. O crudivorismo em Portugal é relativamente recente e acho que apenas uma minoria das pessoas já ouviu falar sobre ele. Ultimamente tenho observado mais divulgação sobre estes temas e uma mudança de mentalidade muito positiva, mas ainda há um longo caminho para percorrer e muitos mitos para quebrar. Mas acredito que com o tempo, cada vez mais as pessoas se vão aperceber que o veganismo é uma opção fácil, barata, ecológica e ética para viver a vida com mais saúde, com mais energia e vitalidade e com mais respeito pelo ambiente, pela natureza e por todos nós.


LC - Conhecias as meatless mondays, ou segundas sem carne? O que pensas deste movimento?

J - Sim, conhecia. Acho que a primeira vez que ouvi falar foi no talk show da Oprah. Acho uma ótima iniciativa e dou-te os parabéns por incluíres esta iniciativa no teu blog. Acho um bom ponto de partida e penso que pode ajudar muita gente a experimentar pratos vegetarianos e veganos, a ganhar gosto pelos vegetais, a habituar o paladar e a se aperceber que continua a haver prazer numa mesa vegana. O que me preocupa é que com este movimento se instale a ideia de que desde que se faça uma “meatless Monday” por semana está tudo ok, o que é errado. A nossa alimentação precisa de uma mudança de paradigma urgente para fazer face às alterações climáticas e ambientais que se estão a verificar. Muita gente não sabe, porque é assunto tabu, mas a maior causa de emissões de gases tóxicos para a atmosfera e a maior causa de desflorestação da floresta amazónica é produção de animais para consumo humano. Cerca de 70 % da agricultura realizada no globo terrestre destina-se à alimentação de animais para nós consumirmos. Todos esses recursos dariam para alimentar sete vezes mais pessoas se nos alimentássemos diretamente do que vem da terra. Isto para não falar no aspeto “saúde” e em como a grande maioria das doenças de que sofre a sociedade ocidental são causadas por excesso de proteína animal, muitos produtos refinados e com aditivos alimentares. Depois do anúncio da OMS sobre a relação entre a carne e o cancro, muitos vieram apaziguar a mensagem dizendo que comendo “com moderação” não há problema. O problema é que a comum “moderação” é ainda um grande excesso. A proteína animal continua ainda a ser vista como o centro do prato e os alimentos de origem vegetal continuam a ser vistos como o acompanhamento. Quantas vezes ouvimos dizer às nossas crianças “pelo menos come a carninha, podes deixar o arroz…”? Os alimentos de origem vegetal têm que passar a ser a base da nossa alimentação e a proteína animal tem de passar a ser secundária. Por isso, na minha opinião as “Meatless Mondays” deveriam estender-se a mais dias da semana de forma banal.


Quanto à receita deixada, a Joana explica...

A receita que preparei para ti e para os teus é uma Lasanha Crudívora de Natal. Apesar de Lasanha não ser o primeiro prato que nos ocorre quando pensamos na ceia de Natal, esta Lasanha tem as cores do Natal e é carregada de sabores e texturas reconfortantes. Além disso, achei que seria uma boa estratégia para incorporar mais vegetais “na cadeira da papa”.



Lasanha Crudívora de Natal (Vegan, Crudívoro, Sem Glúten, Sem Açúcar, Sem Soja)

Serve: 2 adultos ou 1 adulto e 2 crianças
Tempo de Preparação: 1 hora para demolhar + 15 minutos de preparação 


Ingredientes:

Para o Creme de Cajú:
1 chávena de Cajús Crus (~140 g), demolhados em água durante 1 hora
2 colheres de sopa de Levedura de Cerveja (é opcional mas dá um sabor agradável a queijo)
1 colher de sopa de Sumo de Limão
1 dente de Alho (opcional, pode ser substituído por alho em pó)
2 colheres de sopa de Salsa Fresca picada
1/3 chávena de Água
1 pitada de Pimenta Preta (opcional)
1 pitada de Flor de Sal (opcional)


Para o Pesto de Tomate e Bróculos:
½ chávena de Tomates Secos ao Sol (de preferência sem sal e sem óleo), demolhados em água durante 1 hora
½ chávena de Bróculos (apenas os raminhos tenros)
½ chávena de folhas de Manjericão fresco
½ chávena de Pinhões (~25 g)
1 colher de sopa de Azeite Virgem (opcional)
½ colher de sopa de Sumo de Limão
½ colher de chá de Orégãos secos
1 pitada de Pimenta Preta (opcional)
1 pitada de Flor de Sal (opcional)


Para montar e decorar a lasanha:
1 Curgete média, cortada em fatias finas com o mandolim ou faca
Tomates Cereja, cortados ao meio
Raminhos de Brócolos
Folhas de Manjericão



Método de Preparação:

1. Colocar os cajús numa tigela e adicionar água e deixar de molho durante cerca de 1 hora. Fazer o mesmo com o tomate seco.


Para preparar o Creme de Cajú:

1. Depois de demolhados, escorrer os cajús e colocá-los no processador juntamente com os restantes ingredientes para o creme, exceto a água e a salsa. Processar até formar um creme homogéneo, adicionando a água aos poucos até obter a consistência desejada (utilizei 1/3 chávena).

2. Adicionar a salsa e pulsar para incorporar. Corrigir temperos se necessário. Reservar.


Para preparar o pesto de Tomate e Brócolos:

1. Depois de demolhados, escorrer os tomates e colocá-los no processador. Adicionar os restantes ingredientes exceto os raminhos de brócolos. Processar até formar uma pasta. Adicionar uma colher de sopa de água se ficar demasiado espesso.

2. Adicionar os raminhos de brócolos e pulsar para incorporar. Corrigir temperos de necessário. Reservar.


Para montar a lasanha:

1. A lasanha pode ser preparada individualmente em cada prato ou num recipiente conjunto. Começar com uma camada de curgete e adicionar uma camada de creme de cajú. Colocar uma fatia de curgete sobre o creme e adicionar uma camada do pesto de tomate e brócolos. Repetir o processo, terminando com uma camada de creme de cajú.

2. Decorar a lasanha a gosto com folhas de manjericão, raminhos de brócolos e metades de tomate cereja. Servir de imediato ou deixar intensificar os sabores durante cerca de 30 minutos.



"Espero que tu e a tua família gostem desta experiência vegana crudívora! Muito obrigada pelo convite para estar “Na Cadeira da Papa” e um Natal cheio de alegria, saúde, amor e uma mesa recheada de coisas boas para vocês!"

Estou super entusiasmada para experimentar esta receita! Obrigada nós, Joana.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

O nosso meatles dinner #36 e Dos grandes e redondos falhanços #04


Desde que experimentei fazer gnocchi há umas semanas atrás, que penso em novas combinações para repetir a receita.

Ontem foi o dia e correu... pessimamente! Agora que já lambi as feridas, estou pronta para vos contar tudo, mas sem receita. Para desiludida aqui, basto eu. 

Pensei em fazer gnocchi com batata doce e farinha de espelta! Ando fascinada com farinha de espelta, uso a farinha de espelta em tudo. Resolvi (péssima ideia) colocar um pouco de quinoa pulverizada, para tornar os meus gnocchi mais especiais e nutritivos. Às vezes ganhava mais se não fosse tão aventureira, mas se não o fosse, que seria deste blog?


Preparei então uma mistura de farinha espelta e quinoa pulverizada, peneiradas, temperadas com noz moscada.



Cozi e esmaguei duas batatas doces e uma normal. Qual o meu espanto quando a batata doce não passava pela rede para desfazer em fios. E agora? Como incorporo ar nos gnocchi? Não incorporo... 

Mas não parei por aqui. Juntei a farinha com a batata e deixei repousar. Quando comecei a moldar, a massa era muito mole e peganhenta, juntei mais farinhas, mas já estava a temer que não seria o suficiente. 



Moldei os gnocchi, na medida do possível. A batata doce deixa mesmo a massa muito mole e peganhenta, mesmo com o extra de farinha.

Mas foi só depois de cozer que a revelação se deu: a quinoa, mesmo pulverizada, não cozeu em tão pouco tempo. Ora, por cada gnocchi que enfiávamos na boca, sentíamos uma granulado da quinoa. Nada agradável. 




Mesmo assim as miudas provaram e torceram-me o nariz, claro. A L. até se saiu com um "os gnocchi hoje não correram nada bem, mãe" (pffffffff).